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SENAI - Roraima ainda tem cursos técnicos para 2018 e recebe matrículas para 2019 a partir de 17 de janeiro

Vagas são as unidades do Asa Branca, e para a unidade recém-inaugurada Carlos Coelho


- Agência do Rádio Mais

Duas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Roraima ainda têm vagas para este ano, em cursos na área de gestão e eletroeletrônica. As vagas são para o SENAI-RR que fica na avenida dos Imigrantes, no bairro Asa Branca, e para a unidade recém-inaugurada Carlos Coelho, localizada no Parque Industrial do estado. Com praticamente apenas 30 dias para o fim do ano, os cursos para 2019 também já começam a ser divulgados. Os mais demandados, de eletroeletrônica e informática, oferecerão, juntos, cerca de 240 vagas no próximo ano.

A falta de mão de obra qualificada para cada setor é um dos principais motivos do desemprego no país. Nos últimos anos, a taxa tem crescido entre os mais jovens. Dos mais de 20 mil desocupados em Roraima (11,2% da população), cerca de 25% são de jovens entre 18 e 24 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro dessa realidade, segundo especialistas, uma das saídas são os cursos técnicos, que oferecem preparação rápida, certificação e agilizam a inserção no mercado de trabalho.

Levantamento feito pelo SENAI mostra que 80% dos alunos que concluíram cursos técnicos foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano. O salário inicial de uma formação técnica, por exemplo, gira em torno de R$ 2 mil. "Observamos aqui que esses cursos, as pessoas que fazem, conseguem gerar uma renda mesmo que não sejam contratadas por um empresa, ela pode trabalhar de forma empreendedora, como quando você faz um curso de eletricista instalador residencial, você já começa a poder ofertar um serviço que você vai saber fazer", explica a técnica do SENAI de Roraima, Allyny Farias Duarte.

Cursos para 2019

Os dois cursos com mais vagas para o próximo ano em Roraima são Eletroeletrônica e Informática. Segundo Allyny, são cursos em boa parte gratuitos, com opções de estudos presenciais ou a distância. As matrículas começam dia 17 de janeiro. "A gente tenta atender a demanda do mercado, se uma empresa chegar e pedir um curso que a gente não tenha na programação a gente abre essa turma, divulga para conseguir fechar. Por exemplo, algumas empresas do estado demandaram curso de operador de empilhadeira e a gente não estava ofertando o curso no momento. Mas montamos uma turma, estamos trazendo instrutor de um outro SENAI para que a gente pudesse atender essa demanda. A gente vai gerando cursos de acordo com a demanda, tanto a empresa gera, como a comunidade", detalha a técnica.

A 11ª meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é, justamente, triplicar as matrículas da Educação Profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público. Para o Jairo Eduardo Borges Andrade, professor e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), é preciso trabalhar não só para ensinar uma profissão, mas também para tornar o indivíduo capaz de aprender coisas novas.

"Não é só tornar o indivíduo capaz de fazer as coisas que precisam ser feitas, agora, no mercado de trabalho, porque rapidamente o sujeito vai ficar defasado. Tem que investir é no aprendizado que permita o indivíduo aprender novas coisas e saber aonde é que ele tem que buscar aprender coisas. Você tem dados sistemáticos que mostram que pessoas que têm mais qualificação profissional têm mais probabilidade de conseguir um trabalho e também de conseguir trabalhos melhores", frisa o professor.

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