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Servidores da Cerr não aceitam proposta do governo e mantêm estado de greve

Acordo proposto não garante a regularidade dos pagamentos posteriores


Servidores cercaram na manhã de quarta as dependências de uma emissora de TV para tentar cobrar pessoalmente da governadora os salários atrasados - Edinaldo Morais

Os servidores da Companhia Energética de Roraima (Cerr) não aceitaram a proposta feita pelo governo de pagar os dos dois salários atrasados até 24 de setembro e decidiram manter o estado de greve. O acordo proposto não garante a regularidade dos pagamentos posteriores.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários de Roraima, Antônio de Freitas Sampaio, essa reunião foi marcada após a categoria pressionar a governadora em frente a uma emissora de TV na última quarta-feira (12).

"Na quarta, o secretário da Sefaz nos fez uma proposta e a nossa categoria recusou, porque queríamos conversar com a governadora pessoalmente. Fomos até a TV e pressionamos, até que ela nos atendeu ainda lá e marcou uma reunião para hoje [quinta-feira]. Fizemos essa reunião no Palácio do Governo e tivemos uma conversa com os secretários, e quando estava terminando a reunião a governadora compareceu apenas com a proposta dos secretários", disse.

Segundo o vice-presidente, essa nova proposta também não foi aceita pela categoria. A instabilidade dos empregados e os constantes atrasos dos salários são os principais motivos para não fechar um acordo.

"A proposta é pagar os dois meses de salários atrasados até o dia 24, mas a categoria entende que até lá eles pagam os dois meses, e depois , como vai ser? O governo precisa dar essa resposta pra nós, se vai continuar o atraso. A empresa está sem concessão e ninguém sabe o que vai acontecer com esses funcionários e com esses pagamentos. Então, precisamos de mais esclarecimentos do governo do Estado", afirmou. 

Mais informações na edição impressa do Roraima em Tempo desta sexta-feira (14).

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