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Sindicato dos Policiais Civis de RR pede intervenção federal e conciliação no Estado

Sindicato e Confederação de Policiais pedem ajuda para Roraima; diretor jurídico afirma que situação do Estado não pode mais esperar para ser resolvida

Créditos: GIOVANNA SOUZA

O diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis de Roraima (Sindpol-RR), Witney Rocha, protocolou, na manhã dessa quinta-feira (09), um pedido de intervenção federal e conciliação no Estado. O documento foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo explicou Rocha, Roraima está passando por uma situação delicada e não há expectativa de melhora. Os policiais civis não recebem há dois meses e faltam materiais básicos nas delegacias para registrar ocorrências. Por isso, de acordo com ele, apenas a intervenção reverteria o problema.

"É necessário que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se unam e compareçam à Brasília para dividir as responsabilidades, e vejam uma solução pacífica para essa crise pela qual Roraima está passando no momento", sugeriu, acrescentando que um pedido de conciliação também foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) par que os problemas de Roraima possam ser resolvidos de maneira mais eficaz entre os Poderes.

Sobre o pedido de intervenção, o diretor informou que não há um prazo específico para que seja acatado ou não. De acordo com ele, é uma situação de urgência e precisa ser analisado com celeridade.

"Não sabemos quando teremos respostas ainda, mas eles vão analisar e ver que isso já passou do tempo de ser resolvido", complementou.

Entre as reivindicações, estão o atraso do pagamento dos salários dos servidores e a quantidade de cargos comissionados que existem no governo. O diretor jurídico declarou que já há outros pedidos para que sejam extintos, como forma de garantir recursos para pagamento dos servidores efetivos.

"Eles já recebem o documento sabendo de todos esses problemas, agora falta analisarem", disse, ponderando que não há pretensão de pedido de retirada da governadora, mas sim de um ajuste no Estado para que essas melhorias sejam feitas mais rapidamente.

PEDIDOS

Na quarta-feira (7), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu intervenção federal nos presídios de Roraima. Segundo ela, o alto número de presos, as chacinas, a falta de responsabilidade do Estado e a omissão do Poder Executivo contribuíram para o atual momento do sistema carcerário e a insegurança da população.

O deputado Jorge Everton também protocolou um pedido de intervenção federal no Estado, por meio de ofício endereçado à Assembleia Legislativa de Roraima. Ele acredita que somente essa iniciativa pode solucionar a grave crise na saúde, educação, segurança e infraestrutura. No entanto, cabe ao presidente da Casa encaminhar ao presidente da República, tendo em vista que apenas este pode pedir intervenção neste momento.

Prefeitos também cogitaram, neste ano, pedir intervenção federal em Roraima, depois de as parcelas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) atrasarem por meses. A falta do tributo às prefeituras tem gerado demissões, adiamento do fim do ano letivo, corte de despesas e outras medidas drásticas acarretadas a partir da atual situação financeira do governo estadual.