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Venda de roupas diminui em média 60% no Centro Comercial de Boa Vista, dizem lojistas

Procura cai e lojistas investem em promoções e descontos

Créditos: Bruna Menezes
- Edinaldo Moraes

A venda de roupas e acessórios apresentou queda no mês de novembro, apontam lojistas do Centro Comercial de Boa Vista. Eles atribuem essa baixa à falta de pagamento dos servidores estaduais que, afirmam, são o maior público.

Em média, a diminuição do movimento foi em torno de 60%, se comparado com o mesmo mês do ano passado, época em que os consumidores iniciavam a procura de vestimenta para as festas de Natal e Ano-Novo.

A vendedora Kelly Alves comentou que a rede de lojas em que ela trabalha apresentou queda drástica em novembro, em comparação com o mês anterior. Na capital, são seis lojas e por causa deste cenário, há risco de fechamento.

"Manter uma loja é muito caro. Aluguel, energia e funcionários: tudo isso custa alto e sem retorno dos clientes, temos prejuízo com as lojas abertas", explicou.

Uma alternativa é investir em promoções e facilitar o pagamento ao cliente. "Sempre que dá, tem promoções e descontos", comentou Kelly.

Em outra loja, a gerente Luísa Souza afirmou que o estabelecimento só está aberto por causa dos funcionários municipais e de empresas privadas.

"Só entrar na loja que é possível notar a falta de movimento. Passam horas sem aparecer alguém para comprar. Se não fossem essas outras fontes de renda, já teríamos fechado", completou a funcionária, que trabalha no local há cinco anos.

A crise econômica pela qual passa o Estado também afetou lojas de acessórios. Há um ano em serviço para uma empresa, esta foi a primeira vez que a vendedora Gabriele Garcia notou queda nas vendas.

"Mês passado vendemos bem, mas quando chegou este mês, notamos a grande diferença. O que ajudou, mesmo que pouco, foi a 'Black Friday'. As pessoas conseguiram comprar mais, no entanto, nada significante", comentou, ao acrescentar a gerência optou por manter a "sexta-feira negra" de promoções para atrair clientes.

NA PRÁTICA

Quem optou por não comprar roupas para as festas de fim de ano foi a jovem Luany Magalhães, de 27 anos.

"Vestimenta em Roraima é muito cara e com essa crise fica ainda mais inviável. Optei por usar roupas que não visto há anos, de Natais passados. Se comprar algo, será para o Ano-Novo, mas só se conseguir algo em promoção", disse.

Outra opção é mandar fazer a vestimenta com costureiras locais. A profissional Téo Lima cobra entre R$ 40 e R$ 150 de mão de obra para confeccionar as peças. Em lojas de tecidos, o metro dos produtos varia de R$ 10 a R$ 50, dependendo de estampa e marca.

"Às vezes, se torna mais viável, economicamente falando, mandar fazer a roupa do que comprar em lojas, onde, geralmente, são mais caras", pontuou a mulher. Ela aconselhou que nestes casos, as encomendas devem ser feitas com antecedência.

 

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