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Brasil concentrou 40% dos feminicídios da América Latina em 2017

A cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil


Em Roraima, casos de estupros chegam a quase 50% do número total de casos do ano passado - Divulgação

A cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Segundo informações da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, no ano passado, em razão de sua identidade de gênero. Desse total, 1.133 foram registrados no Brasil. 

O levantamento também ranqueia os países a partir de um cálculo de proporção. Nessa perspectiva, quem lidera a lista é El Salvador, que apresenta uma taxa de 10,2 ocorrências a cada 100 mil mulheres, destacada pela Cepal como "sem paralelo" na comparação com o índice dos demais países da região. 

Em seguida aparecem Honduras (5,8), Guatemala (2,6) e República Dominicana (2,2) e, nas últimas posições, exibindo as melhores taxas, Panamá (0,9), Venezuela (0,8) - também com uma base de 2016, e Peru (0,7). Colômbia (0,6) e Chile (0,5) também apresentam índices baixos, mas têm uma peculiaridade, que é o fato de contabilizarem somente os casos de feminicídio perpetrado por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, chamado de feminicídio íntimo. 

RORAIMA

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) divulgou recentemente os dados de violência contra a mulher no Estado durante este ano, entre os meses de janeiro a agosto. A quantidade de casos de estupro chama atenção por ser próximo à metade dos registrados em 2017.

Os números totais de estupro em 2017 foram 193 em todo o Estado. Em um período de oito meses, já foram constatados 74.

De acordo com a tabela de atos contra a mulher, há 502 registros de lesão corporal, 385 de ameaça e 12 de maus-tratos. Há ainda 40 casos de calúnia, 174 de injúria, oito tentativas de homicídio, duas situações de cárcere privado ou sequestro, 72 de difamação, dois de feminicídio e dois de homicídio.

Outros números que fazem parte da tabela são os de violência contra a liberdade e a dignidade sexual feminina. Além dos casos de estupro, foram 18 tentativas, 12 de assédio sexual, quatro de corrupção de menores de 14 anos e quatro atos obscenos.

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