Polícia

Brasileiro é assassinado a facadas pelo cunhado venezuelano em Pacaraima

Segundo informações da polícia, João Carlos foi assassinado pelo cunhado Hector José Blanco, que pode ter fugido para a Venezuela

Créditos: Nonato Sousa

Militares do Exército Brasileiro, que com a crise migratória na Venezuela estão atuando em Pacaraima, atenderam uma ocorrência de homicídio na madrugada dessa sexta-feira (7) na sede do município. A vítima foi o brasileiro João Carlos Souza de Oliveira, 40, assassinado com vários golpes de faca dentro de casa por um venezuelano. Surgiu a informação de que João Carlos era ex-policial civil, mas não foi confirmado.

A equipe de militares fazia patrulhamento pela cidade quando por volta das 3h uma mulher apareceu na rua desesperada e disse que uma pessoa tinha sido esfaqueada em casa. Os militares foram ao imóvel com ela e encontraram João Carlos todo ensanguentado no local.

"A mãe do suspeito nos autorizou a entrar e nos deparamos com sinais de violência e muito sangue no chão. Ele estava caído com várias perfurações pelo corpo, ainda com vida. Imediatamente, o colocamos na viatura do Exército e o levamos para o hospital do município, mas a vítima não resistiu e morreu minutos depois", informaram os militares em relatório entregue na delegacia de Polícia Civil.

Os militares apuraram ainda que o principal suspeito do assassinato é o venezuelano Hector Jose Blanco, cunhado da vítima, que fugiu depois do crime e até o fim do dia não foi encontrado para ser interrogado.

Devido à paralisação geral da Polícia Civil, familiares de João Carlos providenciaram uma agência funerária para levar o corpo ao Instituto de Medicina Legal (IML) em Boa Vista para o exame cadavérico.

Também por conta do "aquartelamento" de policiais nos destacamentos de todo o Estado, a Polícia Militar não atendeu a ocorrência do homicídio.

A suspeita é de que o assassino fugiu para a Venezuela. A delegada Rozane Wildmar falou com a reportagem no final da tarde e confirmou o recebimento do relatório dos militares do Exército sobre o homicídio. Ela informou que foi instaurado inquérito policial e determinou todas as oitivas de testemunhas e diligências para possível captura do suspeito. "Logo, se não tivermos êxito, será solicitada a prisão preventiva", disse.

 

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