Polícia

Homem morre no Hospital Geral após ser esfaqueado no pescoço pela mulher

Cerca de três horas depois de esfaquear o companheiro, mulher se apresentou espontaneamente na delegacia


Corpo de Jhonatan foi removido ao IML no fim da manhã e à tarde foi liberado - Divulgação

A violência contra a mulher em todo o país é fato repetitivo no cotidiano policial, e quase sempre elas levam a pior. Em Roraima, esse quadro não é diferente, porém, no final da noite de terça-feira (7), a briga de um casal, na Zona Oeste de Boa Vista, teve um desfecho inesperado. Ao reagir para se defender, depois de ser agredida pelo companheiro, uma mulher de 32 anos acabou por esfaqueá-lo no pescoço e na perna.

Jhonatan Souza do Nascimento, 30, foi socorrido com vida e levado ao Pronto-Socorro Francisco Elesbão, mas ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu poucas horas depois, já na quarta-feira (8). Ainda na madrugada de quarta, cerca de três horas depois de esfaquear o companheiro, Fabíola da Silva Barbosa se apresentou espontaneamente no Plantão da Polícia Civil, foi qualificada e interrogada pela delegada de plantão, Eliane Gonçalves, e depois foi liberada.

A reportagem do Roraima em Tempo teve acesso ao interrogatório de Fabíola Barbosa. Ela contou na delegacia que vivia maritalmente com Jhonatan Nascimento há quase dois anos e desde o início do relacionamento era agredida pelo companheiro. Lembrou que certa vez o casal chegou a ser conduzido para aquele mesmo Plantão da Polícia Civil, depois de ela denunciar que tinha sido agredida por ele mais uma vez, mas naquela ocasião o suspeito acabou liberado.

AGORA

Sobre a noite do crime, ela contou que antes do desfecho Jhonatan havia bebido cachaça num bar, localizado na Avenida Princesa Isabel, no mesmo bairro onde o casal morava. Disse que o companheiro ligou para ela, que estava na casa da avó, e pediu para que fosse encontrá-lo. Fabíola disse que assim o fez, mas não bebeu.

Depois de algum tempo no bar, o casal seguiu para casa, porém, sem qualquer motivo e enciumado, Jhonatan teria começado o insinuar que ela o estava traindo, o que deu início à briga do casal. Ele a teria segurado com força num dos braços e a jogou no chão. Depois, a agrediu com um pedaço de pau e durante a agressão Fabíola disse que se armou com uma faca de mesa para se defender.

A mulher afirmou que em dado momento quando o companheiro se aproximou para agredi-la mais uma vez, ela o golpeou no pescoço e na perna direita, ocasião em que Jhonatan caiu na cama. Ela disse que o deixou no local e correu para pedir socorro. "Agi em legítima defesa, não aguentava mais ser agredida, porém estava arrependida", alegou a mulher, ao acrescentar que mesmo agindo para se defender ela não teve intenção de matá-lo.

A reportagem foi informada que quando a suspeita se apresentou na delegacia, o companheiro ainda estava vivo e sob cuidado médico no Hospital Geral de Roraima, e após assinar o documento ela foi liberada para responder ao procedimento policial em liberdade.

O corpo de Jhonatan foi removido ao IML no fim da manhã e à tarde foi liberado para a família fazer o velório e sepultamento, após o exame cadavérico.

A reportagem apurou que o caso seria repassado à Delegacia Geral de Homicídios para instaurar o inquérito policial, já que a vítima não resistiu e morreu no hospital.

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