Questão de Opinião

Com nosso futuro ameaçado, façamos a coisa certa


O colunista Ivonisio Lacerda

IVONISIO LACERDA* 

"O senador Romero Jucá Filho foi um sustentáculo desse Estado. Infelizmente, Roraima perde, momentaneamente, um grande político, que sempre se caracterizou, desde a década de 80, pelo magnífico trabalho que fez. E que, certamente, fará até fevereiro pelo Estado, por Boa Vista e principalmente pelos servidores que ele tanto tem reconhecido e prestigiado"

Estas eleições estão sendo um divisor entre o ontem e o amanhã. Grande parte da população ainda não tem discernimento nem conhecimento, mesmo que medíocres, acerca da política do nosso Estado. Aqui estou desde 1974, quando na capital as construções praticamente só iam até a Av. Venezuela; o governador era indicado pelos governos dos presidentes militares; ainda não tínhamos TV, rádio FM e outros meios. E mais: tínhamos energia só até 22 horas, nossa ligação com o Brasil só pelo ar, com avião três vezes por semana, e pelos rios, pois a BR 174 estava em construção.

Porém, apesar das dificuldades, tenho saudade daqueles tempos, quando aos domingos a gente ia ao banho do Cauamé, o único, onde maior diversão era pular no rio de cima da ponte de madeira. Nosso esporte era valorizado e o basquete juvenil masculino roraimense se consagrou vice-campeão brasileiro. O futebol, ainda amador, lotava as arquibancadas de madeira do Estádio João Mineiro, onde hoje está a maternidade.

Na política, tínhamos três deputados federais e era garantido, nenhum centavo a menos, o apoio financeiro da União ao governo territorial. Portanto, a sua governabilidade era muito mais fácil. Essa situação de estabilidade ocorreu principalmente a partir dos governos do coronel Hélio Campos (1967/1969 e 1970/1974) e se manteve com o coronel Fernando Ramos Pereira (1974/1979), brigadeiro Ottomar de Sousa Pinto (1979/1983) e o economista Romero Jucá Filho(1988/1990).

Com a Constituição cidadã, em 5 de outubro de 1988 o território foi elevado à categoria de Estado federado. Ottomar de Sousa Pinto, o primeiro governador eleito (1991/1995), foi considerado o pai de Roraima, tanto na sua infraestrutura, quanto na valorização do ser humano. Atualmente, o senador Romero Jucá é reconhecido pelas pessoas de bom senso como o político que mais fez pelo Estado e, principalmente, por Boa Vista, trazendo de Brasília recursos para projetos que pensam no nosso futuro.

Jucá foi um sustentáculo desse Estado. Infelizmente, Roraima perde, momentaneamente, um grande político, que sempre se caracterizou, desde a década de 80, pelo magnífico trabalho que fez. E que, certamente, fará até fevereiro pelo Estado, por Boa Vista e principalmente pelos servidores que ele tanto tem reconhecido e prestigiado.  A leva das mais de quatrocentas pessoas que não lhe deram os votos necessários para seguir como senador não sabe o mal que fez a esta terra e à sua gente. Uma pena!

Esta é uma hora crucial para a Nação como um todo e para Roraima em particular. Vamos para a votação do segundo turno na esperança de que sejam eleitas pessoas com a necessária experiência administrativa e propostas factíveis que possam tirar o Brasil e este Estado da UTI. O voto deve ser de maturidade, de reflexão, analisado e, acima de tudo, pensando no futuro do País e do Estado roraimense, de nossos filhos e netos. Quando formos às urnas dia 28 façamos as escolha certa para não nos arrependermos depois...      

*O autor é professor doutorando e jornalista. [email protected]