Roraima em Alerta

Suely Campos e o benefício do TRE-RR de parcelar em 48 vezes multa eleitoral


RACHA?

O deputado federal Nicoletti foi um dos articuladores do protesto dos concurseiros na Praça do Centro Cívico. O comportamento do parlamentar recém-eleito para uma das vagas na Câmara Federal no coloca um dúvida: estaria ele rompendo ou rompido com o governador Antonio Denarium? Ambos são do mesmo partido e defendem pautas de Bolsonaro como ninguém. O deputado, inclusive, apareceu recentemente ao lado presidente do Brasil, durante decreto sobre o porte de armas. Essa é uma das bandeiras de Bolsonaro e também de Nicoletti, que defende, veementemente, a continuidade do concurso da PMRR.

ANTERIORMENTE

O deputado já havia alfinetado Denarium nas redes sociais, quando disse que foi surpreendido pela decisão de cancelamento do certame. Muitos se lembram do vídeo em que Nicoletti pede para que o pesselista do Palácio Senaro Hélio Campos garante a continuidade das etapas do concurso. Ou seja, as balbúrdias do parlamentar federal foram de encontro com os preceitos defendidos pela gestão Denarium. Aliás, o gesto de 'arminha' acompanha o também policial rodoviário. Contudo, o mandato se mostra fraco e necessitado de vitaminas. Isto é, recursos para o Estado e projetos de interesse social.

ELEIÇÃO

O Ministério Público de Roraima se prepara para eleger o Conselho Superior. Os membros são extremamente importantes para as decisões do órgão. O ministério tem se mostrado bastante atuante nas últimas semanas. Diversas ações contra o estado e alguns municípios entram no rol de trabalho da instituição. O órgão colegiado composto por cinco membros, sendo dois natos (Procurador-Geral de Justiça e Corregedor-Geral), além de três procuradores de Justiça eleitos por todos os membros ativos. Possui como competência prioritária orientar, disciplinar, fiscalizar, promover a execução dos princípios e das funções institucionais.

TROCA DE VALORES

A Defensoria Pública do Estado fez uma 'correção de valores' no contrato de construção de uma de suas unidades no interior de Roraima. O que chama atenção é o retrocesso; Explicaremos! No quarto termo aditivo do contrato, aproximadamente R$ 18 mil haviam sido suprimidos do contrato, devido ao ISS, o famoso imposto sobre serviços. Contudo, no quinto termo, publicado semanas depois, o órgão voltou atrás e disse que precisavam ser acrescidos no contrato mais de R$ 23 mil. O certo, agora, é a própria instituição explicar ao Roraima em Tempo o que houve para que diminuíssem o valor e depois voltarem a pesar nos cofres públicos. Aguardamos!

PARCELADO

A ex-governadora Suely Campos pediu para parcelar e foi atendida. Uma multa da Justiça Eleitoral se dividiu em iguais parcelas por 48 vezes. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico. Contudo, a ex-gestora deverá pagar a primeira parcela no prazo de cinco dias, comparecer ao Cartório Eleitoral para receber a GRU e apresentar o respectivo comprovante de quitação da parcela, até o final do mês respectivo, independente de intimação. Além disso, o vencimento das demais parcelas será no último dia de cada mês, devendo o Cartório encaminhar os autos ao Controle Interno do TER. "Ocorrendo o descumprimento de qualquer das condições apresentadas, o presente parcelamento será revogado e o débito remetido para inscrição em dívida ativa da União", alertou o juiz.

FRONTEIRA

Bastou o governo venezuelano anunciar a reabertura da fronteira com o Brasil para o fluxo de imigrantes aumentar. Segundo dados ao Roraima em Tempo, mais de 900 imigrantes entraram no Brasil. A Polícia Federal informa que, enquanto a fronteira permaneceu fechada, esse número era de apenas 300 em média. É claro que com os conflitos se acentuando e sem uma perspectiva de solução, a tenência é que mais venezuelanos fujam de seu país. Pela proximidade geográfica, Roraima é o primeiro Estado a sentir esse impacto. Uma nova onda migratória intensa é de inteira responsabilidade de Telmário Mota (Pros), o senador que desafiou o próprio governo federal brasileiro e foi fazer negociata com o ditador Nicolás Maduro. 

INCOERÊNCIA

É incrível o nível de incoerência de Telmário. Na campanha, ele chegou a divulgar um vídeo onde afirmava a necessidade urgente de fechar a fronteira para controlar o fluxo de entrada de imigrantes no Estado. Na gravação, ele chega afirmar que se o Governo Federal não fizesse isso, ele mesmo faria, caso eleito governador, com as forças policiais estaduais. Menos de um ano depois, ele está apertando a mão de Maduro pedindo a reabertura da fronteira. Se por alguns meses Telmário responsabilizou outros políticos locais pela imigração hoje, o jogo virou. É ele o principal culpado pela nova onda de imigrantes que chega ao Estado. Basta saber que tipo de ação o parlamentar vai realizar ou pelo menos, propor para garantir a qualidade dos serviços públicos especialmente, para os roraimenses.

MORREU?

Mesmo com apelos recentes na tribuna da Casa pedindo a instalação da CPI da Saúde, tudo indica que a Assembleia Legislativa vai mesmo deixar o assunto morrer. Toda história teve origem no desabafo do ex-secretário de Saúde, Ailton Wanderley, que tornou público seu desagrado em ver uma Secretaria Estadual tão importante servindo apenas a interesses escusos de políticos. O erro de Ailton foi não ter dado nomes aos bois. Muitos políticos que possuem empresas, contratos com o Governo ou são próximos da pasta da saúde se sentiram incomodados com a manifestação e começaram a pressionar o ex-secretário. Dizem que até ameaças ele recebeu e por isso, deixou de tocar no assunto.

SUSPEITO

As declarações de Ailton atingiram o senador Mecias de Jesus (PRB). Contra ele pesam graves suspeitas do uso de empresas terceirizadas além de fornecedoras de produtos e serviços para se favorecer a partir de contratos com a pasta. Não é de hoje que o Roraima em Tempo vem esmiuçando o dossiê entregue aos órgãos de justiça para investigar a movimentação da União Comercio e Serviço, empresa que tem como sócios proprietários, primos diretos de Mecias. O dossiê mostra que os primos levam uma vida bem diferente do que se espera de quem administra uma empresa que movimentou tantos recursos.


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