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Concurseiros ocupam Centro Cívico para pedir que certame da Polícia Militar prossiga

Grupo promete ficar acampado quanto tempo for preciso para que as próximas etapas do concurso sejam garantidas

Créditos: Winycyus Gonçalves
Concurseiros querem uma definição quanto à garantia das próximas etapas do concurso da PM - Arquivo pessoal

Um grupo de 20 concurseiros ocupou uma tenda no Centro Cívico e afirmou que só vai sair do local quando tiver uma conversa com o governador Antônio Denarium (PSL).

Eles reivindicam que as próximas etapas do concurso da Polícia Militar (PM), suspenso desde fevereiro, sejam garantidas. O grupo chegou na manhã dessa segunda-feira (13) e o número deve aumentar.

Três meses após cancelamento anunciado, os aprovados na primeira fase do concurso da Polícia Militar ainda esperam uma definição do governo do Estado para dar continuidade as segunda e terceira etapas do concurso.

O certame prevê a contratação de 400 novos soldados, mas apenas a prova teórica foi realizada. Faltam os testes físico, psicológico e a investigação social.

"Nós conversamos com o deputado federal Nicoletti e ele repassou as nossas demandas para o governador, mas ele não quer nos receber. Ele já havia se comprometido a realizar as etapas que faltam do concurso e os recursos já estavam garantidos. Vamos ficar aqui até que ele nos receba", afirmou Tomi Marlei, vice-presidente da Associação dos Concurseiros do Estado de Roraima (Acerr).

Na tarde do último sábado (11), cerca de 40 pessoas fizeram um protesto na Praça do Cento Cívico, em frente à Assembleia Legislativa, para que as próximas etapas sejam realizadas.

Os candidatos foram convocados para comparecer juntamente com o deputado federal Nicolleti (PSL) e três demandas foram apresentadas: o pedido de uma emenda parlamentar para custear o curso de formação de soldados; a retirada de suspensão do concurso, determinada pelo governador Antônio Denarium (PSL); e a publicação das datas das próximas etapas do concurso.

Ainda de acordo com o representante dos concurseiros, o governo não tem dado a contrapartida prometida. "Os assessores tentam blindar ele e nós não temos acesso para tentar dialogar. Fizemos tudo o que nos pediram para fazer e o governo não tem cumprido com a parte dele", lamentou Marlei.

SUSPENSÃO

No dia 2 de fevereiro, o governo do Estado suspendeu, por decreto, as etapas do concurso da Polícia Militar alegando falta de recursos. Na oportunidade, outros 3 concursos também foram suspensos: o da Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) e da Polícias Civil. Cinco dias depois, após protestos, Denarium (PSL) decidiu manter o certame.

A verba para a manutenção do concurso já havia sido garantida após a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), na Assembleia Legislativa de Roraima (Alerr) no dia 10 de abril. Após manifestações dos concurseiros e a presença do grupo em sessões da Assembleia para garantir que emendas fossem direcionadas para garantir as fases seguintes.

Os deputados destinaram recursos de cerca de R$ 1 milhão. Após 27 dias da votação, a orçamento foi sancionado sem vetos pelo governador Antônio Denarium (PSL) e publicada no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (7).

Em uma entrevista exclusiva ao Roraima em Tempo, o governador Antonio Denarium (PSL) já havia garantido a continuidades das etapas do concurso da Polícia Militar. A previsão orçamentária para a corporação é de R$ 144 milhões.

POLÍCIA CIVIL

Quem também aguarda uma definição são os inscritos no concurso da Polícia Civil, também cancelado no dia 13 de fevereiro. Ao todo, 30.975 inscrições foram feitas no concurso que ofertava 330 vagas. As taxas de inscrição variavam de R$ 120 a R$ 260. Este seria o segundo concurso público da história da Polícia Civil em Roraima. O primeiro ocorreu em 2003.

A Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) foi a empresa contratada para realizar o certame. No dia 26 de fevereiro, a banca publicou em seu site um comunicado afirmando que estava em tratativas com o governo para a devolução do dinheiro.

"Nós fomos lesados! Tanto o governo quanto a empresa só se pronunciaram e não definiram um cronograma quanto à entrega do valor das inscrições. Eu me inscrevi para o concurso da Polícia Civil também e ainda não tive uma resposta", reclamou Tomi Marlei.

Sem previsão para o ressarcimento, a associação pretende entrar na Justiça. "Alguns dos inscritos já entraram com ações individualmente, mas nós da associação já estamos preparando uma ação conjunta contra o Estado e a organizadora para garantir o reembolso", confirmou o vice-presidente da Acerr.

NOTA

Em nota, Governo do Estado informou que as etapas do concurso da Polícia Militar de Roraima estão mantidas e um novo cronograma de datas está sendo elaborado, que terá ampla divulgação no momento que for concluído e publicação no Diário Oficial Estado.

A nota ressaltou ainda que o governador Antônio Denarium tem se mostrado aberto ao diálogo com a classe dos concurseiros e aguarda a oficialização do pedido de reunião.

Sobre o reembolso, a Polícia Civil de Roraima informou que como ocorreu a publicação da liberação do orçamento do Estado, estão em andamento os trâmites internos necessários à realização da devolução da taxa de inscrição do concurso público.

"Nos próximos dias será divulgado o edital, constando quais procedimentos devem ser adotados pelos candidatos para a devolução", concluiu a nota.

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