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Deputados cobram garantia de volta às aulas com estrutura no interior de RR

Início do ano letivo foi anunciado na segunda (13) pelo governo, mas parlamentares acreditam que data não será respeitada

Créditos: Winycyus Gonçalves
Em sessão, deputados reclamam que faltam que faltam transparência e humildade - Divulgação/ALERR

Os deputados estaduais cobraram na sessão dessa terça-feira (14) o pleno retorno das aulas em algumas escolas do interior do Estado e nas escolas indígenas. O governo do Estado confirmou na segunda-feira (13) a informação já adiantada pelo Roraima em Tempo. As aulas nas escolas do interior terão início em 15 de maio, enquanto as indígenas no próximo dia 20.

Inicialmente previstas para começarem no mês de fevereiro, as aulas de onze municípios começaram apenas em abril, mas o retorno não ocorreu em todas as unidades, principalmente, devido às condições de infraestrutura, merenda e transporte escolar. Situação diferente da que ocorreu nas comunidades indígenas, onde o início do ano letivo estava, desde então, sem um prazo definido.

Apesar do retorno em algumas unidades do interior, há pouco mais de um mês, pais e alunos reclamam que as escolas estão sem estrutura para receber os alunos.

A deputada Betânia Almeida disse que a falta transporte é um dos principais problemas. "Estamos quase na metade do ano. O governo vive tentando iludir o povo. Só enganação. E não venha me dizer que é por conta da Zaragata", disparou a deputada.

OPERAÇÕES

A Operação Zaragata foi deflagrada em dezembro de 2018, para investigar desvios milionários em contratos fraudulentos no transporte. A ação prendeu, entre os 11 suspeitos, a deputada estadual Ione Pedroso (SD) e o marido dela, José Wallace Barbosa, dono da empresa Diamond, que prestava serviço e teria desviado, com apoio de servidores, cerca de R$ 50 milhões dos cofres públicos.

No fim do ano passado, também foi deflagrada a operação Tântalo, que investigava desvios na merenda escolar. Entre as pessoas envolvidas no esquema de desvio de merenda escolar no valor de R$ 19 milhões estão o ex-secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e de Educação, Shiská Pereira, e o empresário Walter Mograbi Júnior, dono da empresa contratada pelo Estado. Os resultados das duas operações são os motivos dados pelo Executivo estadual para os atrasos.

Nas escolas indígenas, o atraso para o início das aulas foi por causa do cronograma das atividades do processo seletivo para contratação de professores, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), em 7 de maio.

DESCRENÇA

A deputada Lenir Rodrigues (Cidadania) vê com desconfiança a data anunciada pelo governo para o início das aulas. "Quero ver se as aulas vão começar hoje mesmo. O seletivo para professores indígenas já deu problema. As licitações estão sendo feitas sem transparência. O governo não consegue explicar como o processo está sendo feito. Isso é improbidade administrativa", afirmou a deputada.

A parlamentar ainda criticou o governador Antonio Denarium (PSL), a quem acusa por não ouvir as ideias do legislativo. "Eu não quero ser oposição ao governo. Já estou cansada de ver o Estado nesta situação e quero contribuir de alguma forma, mas ele não nos recebe. Tem que ter humildade. Ele não governa sozinho", reclamou.

ACUSAÇÃO

Eleito pela coligação que elegeu Denarium como chefe do executivo, Dhiego Coelho (PTC) foi mais enfático e atacou o governador, "O 'Denóquio' disse que iria pagar o transporte escolar em dia, e nada disso aconteceu", disse o parlamentar, que ainda fez um cálculo durante a sessão. "Agora nem que se estudem todos os sábados e domingos para se cumprir os 200 dias letivos, os alunos do interior vão conseguir concluir o ano letivo em 2019", finalizou.

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