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Passagem aérea em Roraima reduziu 4,1% no primeiro trimestre do ano, revela Anac

Mesmo assim, os valores pagos pelos roraimenses continuam sendo os mais caros do Brasil, com média de R$ 645,10

Créditos: Josué Ferreira
Rio de Janeiro, por exemplo, teve aumento de 11,7% no preço por viajante, o maior índice do país - Edinaldo Morais/Roraima em Tempo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou novo relatório de tarifas aéreas do país, nessa segunda-feira (10). Os dados mostram que em Roraima o preço médio das passagens aéreas reduziu em 4,1% no primeiro trimestre deste ano. Mesmo assim, os valores pagos pelos roraimenses continuam sendo os mais caros do Brasil.

No ano passado, conforme os gráficos da Anac, o Estado teve tarifa aérea doméstica de R$ 673,02 nos primeiros três meses do ano. Agora, o valor caiu para R$ 645,10, ficando à frente apenas do Acre, que tem preço médio de R$ 624,29. Espírito Santo é o estado com menor tarifa, segundo a Agência Nacional: R$ 302,33.

"Os gráficos ilustram a evolução dos valores das viagens com origem ou destino em cada Unidade da Federação entre 2018 e 2019, abrangendo todas as linhas aéreas domésticas cujas tarifas aéreas foram registradas na autoridade de aviação civil", explica o relatório.

Ainda de acordo com os relatórios da instituição, o valor pago por cada passageiro roraimense num voo comercial teve redução de 1,7%. Roraima foi um dos 19 estados que apresentou esse índice positivo. Rio de Janeiro, por exemplo, teve aumento de 11,7% no preço por viajante, o maior índice do país.

"O valor da tarifa aérea registrado corresponde à remuneração dos serviços de transporte aéreo público e não contempla o valor da tarifa de embarque nem o valor de serviços opcionais. Não são passíveis de registro os dados das passagens comercializadas sob condições especiais, tais como programas de fidelização de clientes, tarifas corporativas, pacotes turísticos, tarifas para grupos de passageiros, gratuidades, tarifas para empregados e crianças", informou a Agência.

CUSTOS DAS EMPRESAS

A Anac fez ainda um balanço dos principais custos das empresas. O relatório mostra que, no primeiro trimestre de 2019, os indicadores atrelados aos custos mais significativos da indústria, como combustível e câmbio, seguiram tendência de alta em relação ao mesmo período de 2018.

"O querosene de aviação, que corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo prestados pelas empresas brasileiras, subiu 10,8% no primeiro trimestre de 2019 na comparação com igual período de 2018", disse a agência.

Ou fator de custo do setor, a taxa de câmbio, também registrou aumento em relação ao mesmo período do ano passado. O câmbio apresentou alta de 16,2% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019.

"A taxa de câmbio tem forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam cerca de 50% das despesas dos serviços aéreos".

RESULTADOS

A Anac informou que as quatro principais empresas aéreas brasileiras (Latam, Gol, Azul e Avianca) tiveram um prejuízo acumulado de R$ 1,93 bilhão em 2018, correspondente a uma margem líquida negativa de -4,7%. Em 2017, o resultado líquido havia sido de R$ 411 milhões positivos, com margem líquida de 1,2%.

"No acumulado de 2018, apenas a Azul teve lucro líquido positivo, de R$ 170,2 milhões. Avianca, Gol e Latam, juntas, registraram prejuízo da ordem de R$ 2,1 bilhões. A Gol foi a empresa com maior prejuízo, com R$ 1,1 bilhão, seguida pela Avianca, com R$ 491,9 milhões, e pela Latam, com R$ 442,8 milhões", finalizou.

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