Coluna Roraima Alerta

Os 'fantasmas' do Ministério Público de Contas que assustam parlamentar

Clima interno no Ministério Público de Contas é dos mais pesados


EITA

O clima interno no Ministério Público de Contas é dos mais pesados. Fontes do Roraima em Tempo afirmam que, desde que as denúncias imputadas ao procurador Diogo Novaes se tornaram públicas, há um clima tenso na instituição. Toda a confusão ocorre num momento delicado para o órgão, onde a Assembleia Legislativa decidiu revogar uma Emenda Constitucional que alterava atribuições dos poderes legislativos e judiciários, interferindo diretamente na autonomia do Ministério Público de Contas. A deliberação sobre o tema aconteceu antes mesmo da retomada das atividades legislativa e a Comissão organizada para analisar a Emenda considerou que compete do Superior Tribunal Federal definir a autonomia do MPC.

CULPADO

Nas confusões recentes que envolvem o MPC é um parlamentar federal apontado como o grande responsável pelas supostas nomeações irregulares de pessoas dentro do órgão. É claro que, para que isso ocorresse, houve a concordância do procurador Diogo Novaes que teria acatado o pedido do parlamentar, mas o caso deixa evidente a fragilidade de algumas instituições públicas de Roraima que, ao invés de cumprirem seu papel fiscalizador, atendem aos caprichos de quem cresceu na vida política enlameado em suspeitas de corrupção.

NOMES AOS BOIS

Neste caso específico, como já existem denúncia e processo instaurado, a Coluna pode citar o nome e sobrenome do parlamentar apontado como o grande responsável pelo esquema de nomeações irregulares no MPC: o senador Mecias de Jesus (PRB). O caso envolve a indicações de duas pessoas que foram nomeadas no quadro do órgão, ao que tudo indica, apenas para usufruírem dos benefícios do plano de saúde oferecidos aos servidores. Os fantasmas nunca chegaram a colocar os pés no órgão, mas receberam e ainda usaram os serviços médicos fora do Estado. Uma das filhas de Mecias inclusive é lotada no gabinete de Diogo.

BOA AÇÃO

Para um coração mais sensível, entende-se até que havia uma urgência de saúde, mas cabe perguntar se o senador queria ajudar essas pessoas nos tratamentos dos problemas que elas enfrentavam por que não fez isso usando recursos próprios? Ou recursos das várias empresas que estão ligadas ao seu nome, pertencentes a filhos, genros e primos diretos? Por que optou pelo caminho errado, o caminho da corrupção? Talvez, a resposta esteja na própria história política de Mecias de Jesus.

HISTÓRIA

Não é preciso que se faça uma pesquisa tão aprofundada na internet para ver o quanto a imagem do senador está atrelada a atos de corrupção. Ele aparece como um dos cabeças no escândalo Gafanhoto, é investigado também pelos gastos elevados da reforma do prédio da Assembleia Legislativa, pela tentativa de efetivar a mulher que nunca fez concurso público em um cargo na ALE com salário de mais de R$ 7 mil, por não saber explicar a sua evolução patrimonial e a evolução da sua família também cujo filhos, genros e primos são donos de várias empresas que prestam serviço para diferentes órgãos do poder público e também por usar a maquina pública a serviço da família, como os dois genros que custam todo mês R$ 20 mil aos cofres da CAER. Agora, cabe ao leitor fazer a avaliação.

JUSTIÇA

E para quem acha que a Justiça não está de olho nessas questões, é só acompanhar as publicações do Diário Oficial do Judiciário. Mecias está respondendo a um processo que corre em segredo de justiça, mas ao que tudo indica pode complicar muito a vida do parlamentar. Ele já tentou por várias vezes pedir a anulação da ação e até protelar a análise com os chamados mandados de segurança, alguns já foram negados e outros devem ser julgados em breve. Quem anda perto do senador já deixou claro que ele vive um clima de apreensão desde que tomou posse no Senado e passou a ser apontado como um dos responsáveis pela fraude na votação que definiria o novo presidente. Ele teria chegado a ameaçar outros senadores e por fim, a Corregedoria do Senado definiu o arquivamento da investigação. Mas, agora existe esse processo que tramita na justiça e que, segundo alguns aliados, está afetando diretamente o humor do senador. A Coluna segue acompanhando as publicações e buscando informações mais aprofundadas sobre isso.

OUTRO

Quem também responde a um processo que pode complicar sua vida política é o governador Antonio Denarium (PSL). A acusação é de que o governador teria apelado para a prática de compras de voto na campanha eleitoral e ao que tudo indica, a justiça tem nas mãos um farto material de provas, com planilhas, nomes e valores dos possíveis envolvidos no esquema. Neste caso, o processo está bem avançado e muitas testemunhas já foram ouvidas. Porém, algumas oitivas foram adiadas e esta semana, mais um adiamento foi registrado porque algumas das testemunhas faltaram à convocação. Independente dos fatos, o processo coloca mais uma vez o Estado de Roraima em uma condição política frágil, sendo administrado por uma pessoa cuja a permanência no cargo está à mercê da decisão da justiça.


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