Editorial

Estupidez sem tamanho de um idiota completo


Alguém escreveu nas redes sociais que a destruição do Museu Nacional valeu a pena, porque ter eliminado da memória da população a casa da família real portuguesa e, posteriormente, da família imperial brasileira, posto que ambas, cada uma seu tempo, apoiavam a escravidão. É tanta estupidez que, por ela, esse energúmeno demonstra sequer ter folheado pelo menos uma página da História do Brasil.

A esse estrupício é preciso explicar que o Brasil só passou a integrar o mundo das grandes nações após a vinda da família real portuguesa para o Brasil. Tudo o que era então precioso no mundo veio para cá com Dom João VI e sua corte. O Brasil se tornou independente pelas mãos de Dom Pedro I, depois Pedro IV de Portugal, ou seja, herdeiro do trono e descendente dos Orleans e Bragança. Os escravocratas de então não eram os da família imperial, mas os grandes fazendeiros, que ganhavam muito com as suas plantações , principalmente o café.

A abolição da escravatura, ocorrida um ano antes do golpe que levou à proclamação da República, foi assinada pela herdeira do trono, a princesa Isabel. Tudo o que o Brasil à época não tinha veio pelas mãos da família real e, depois, imperial família, especialmente a cultura e a modernização, ferrovias, gás de rua e iluminação pública, telefonia, etc. O Brasil chegou a ter a segunda maior frota do mundo, perdendo apenas para a inglesa.

A unificação nacional veio com o governo de Pedro II, e assim permaneceu, pois acabou com todas as revoluções separatistas. Sabe-se, mas muitos ainda não o admitem, que o melhor governante que a nação conheceu foi o seu último imperador. Então que se calem os idiotas. Em memória à riqueza da História do Brasil devorada pelas chamas do Museu Nacional.