Editorial

Falta de recursos? Não. Falta de vergonha...


A imprensa mostrou que centenas de milhões de reais de dinheiro público, captadas pela Lei Rouanet, foram dadas nos últimos tempos para todo tipo de artista e "artista". Nos módulos shows e espetáculos levaram: Cláudia Leitte, R$ 5,8 milhões; Luan Santana, R$ 4,1 milhões; Maria Bethânia, R$ 1,3 milhão; Detonautas, R$ 1 milhão; DVD de MC Guimê, R$ 500 mil; musical Shrek, R$ 17,8 milhões; Cirque de Soleil, R$ 9,4 milhões; Peppa Pig, R$ 1,7 milhão. Em outras finalidades ditas culturais: documentário sobre José Dirceu, R$ 1,5 milhão; filme sobre Brizola, R$ 1,9 milhão; Museu Lula, R$ 7,9 milhões; Queermuseu, R$ 800 mil; livro com fotos de Chico Buarque, R$ 414 mil.

Isso sem contar o custo da Copa de 2014, mais de R$ 28 bilhões, e da Olimpíada do Rio, mais de R$ 41 bilhões. E há mais, como as fortunas doadas por Lula aos governos seus amigos: US$ 1,5 bilhão com a nacionalização da Petrobrás pela Bolívia; US$ 682 milhões ao Porto de Mariel em Cuba e US$ 274 milhões para o metro de Caracas, na Venezuela. Dinheiro que o BNDES jamais verá de volta.

Recentemente, um maranhense recomendou aos turistas para não visitarem São Luís, essa joia da arquitetura colonial. Disse que a cidade e seus monumentos estão abandonados. Isso se repete no Brasil inteiro. Museus, prédios e áreas tombados pelo patrimônio histórico estão completamente negligenciados. Portanto, não surpreende o que aconteceu com o Museu Nacional do Rio.

"Indignação!" Essa expressão resume bem o que sente a grande maioria dos brasileiros. Há dinheiro para tudo, mas não para educação, saúde e muito menos para museus. Com o passado virando cinzas e com um presente vergonhoso, também o Brasil já começa a perder a esperança no futuro.


SEE ALSO ...