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Alunos de escola estadual em Iracema estão sem aulas desde abril

Enquanto a reforma não sai, algumas salas estão sendo improvisadas debaixo de barracões


Além da reforma na única escola, falta de transporte escolar é uma das reclamações constantes - Arquivo pessoal

A escola José Pereira de Araújo, que deveria atender estudantes da rede pública estadual na região do Roxinho, no município de Iracema, não vê os alunos desde abril. As péssimas condições da estrutura da instituição impedem a ida deles para as salas de aula.

Enquanto a reforma não sai, algumas salas estão sendo improvisadas debaixo de barracões. Mesmo assim, as aulas não estão acontecendo. Essa é a única escola na região e oficialmente está em reforma, mas a obra está abandonada. Enquanto [a reforma] não sai, os alunos ficam sem aulas e correm o risco de perder o ano letivo.

O agricultor Antônio Francisco tem dois filhos matriculados na escola. Ele conta que está esperando uma resposta da Secretaria de Educação, mas o governo afirma que a unidade está em reforma e não tem previsão para retomada das aulas.

"Eu procuro a diretora da escola e o que ela me diz é que não sabe quando as aulas vão voltar. Estamos esperando que as coisas melhorem", afirmou.

Sem opção, o agricultor conta que pediu a transferência de um dos filhos para Boa Vista para ele não perder o ano letivo. Decisão que deixou a família muito triste.

"A minha mãe conseguiu uma vaga para um dos meus filhos na capital e eu vou ter que mandar ele pra lá. Para o outro, não tinha vaga. É muito triste mandar um filho para longe de casa, a mãe dele estava chorando. Aqui estava bom, é perto de casa, mas não tem como ele ficar sem aula", relatou emocionado.

Outro morador da região que preferiu não se identificar relata que no início da obra os professores improvisaram uma sala, mesmo assim as aulas não estão acontecendo, pois a reforma da escola está abandonada e os motoristas de ônibus escolares suspenderam as atividades por falta de pagamento.

"Faz mais de um mês que os ônibus não passam, mas como o dono dos ônibus não recebe, não culpo ele, quem é que trabalha sem receber?", relatou.

Mas para a diretora da escola, que não quis se identificar, a reforma está acontecendo.

"A reforma está acontecendo, não está completa, mas está acontecendo, senão a gente teria voltado com os alunos para as salas. Essas benditas salas em que eles estudaram por anos debaixo delas", disse.

 

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