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Cantora Deuza Magalhães chega à Roraima com força empoderadora

A pegada da cantora é um forró empoderador; através da música ela incentiva outras mulheres

Créditos: Gabriela Marcondes
- Arquivo Pessoal

Natural de Maranhão Deuzelir Conceição Bezerra, mais conhecida como "Deuza Magalhães" é cantora há 36 anos e escolheu a terrinha macuxi como seu novo lar. O estilo de música que mais a complementa é o forró e ela se dedica a cantar músicas que falam sobre o empoderamento feminino incentivando assim outras mulheres mostrando-lhes a força que há dentro delas.

Deuza Magalhães conta que chegou a Roraima a mais o menos um mês e que tem achado o Estado além de "muito quente", acolhedor. Segundo ela, por Boa Vista ser uma capital pequena as oportunidades são maiores e os meios de comunicação a tem apoiado para ela divulgar seu trabalho, coisa que não acontece em cidades grandes. Outro ponto que ela percebeu é que mesmo a cidade sendo pequena o desafio é grande, já que não tem muitas mulheres que cantam forró assim com ela.

"Eu canto desde os 15 anos de idade quando fui descoberta num show na minha cidade no qual sai vencedora. De lá para cá já tenho 36 anos de carreira cantando com várias bandas. De carreira solo tenho apenas um ano. Eu vim a Roraima com meu marido a trabalho dele e irei continuar aqui o que já vinha fazendo em Belém. Já estou com meu segundo clipe que vou lançar agora no próximo ano e que seja o que Deus quiser", disse Deuza.

A cantora se alegra em dizer que ela é negra e canta sobre o empoderamento feminino. A mesma já sofreu diversos preconceitos no meio artístico, mas relatou que superou as adversidades com esforço e demostrando o trabalho e talento.

"Nas minhas músicas sempre procuro falar sobre a mulher que se embeleza, e falo do cabelo e por aí vai. Eu não vou só pela melodia da música, eu vejo a letra, se é boa e se vai pegar. Minhas músicas levantam a autoestima da mulher", comentou a cantora.

Estar nos palcos incentiva à Deuza Magalhães a se esforçar cada vez mais e superar qualquer adversidade. Para ela, esta nova fase na qual está levando a carreira a outro nível e trabalhando sozinha é uma oportunidade para poder se sobressair e registrar a marca que a caracteriza em solos roraimenses.

Leia a seguir, um pouco da entrevista com a cantora Deuza Magalhães.

Roraima em Tempo: O que é estar no palco?

Deuza M: Olha quando eu chego ao palco todos meus problemas acabam.

RT: O que significa ser cantora?

Deuza M: Para mim é tudo, eu costumo dizer que para nós que cantamos, a música é um vício. Se você não estiver no meio, está faltando alguma coisa não é completo, então para mim é tudo!

RT: Acredita que a música muda às pessoas?

Deuza M: Muito! A música tem seus dois lados, o positivo e o negativo. Quando a pessoa está triste e tem uma música que é alto astral, aquela tristeza fica um pouco de lado e a pessoa já se anima. Porém, também tem aquelas músicas melancólicas que você não está triste, mas quando começa a ouvir você entristece então a música tem esses dois lados.

RT: Tem algum show preparado para agora?

Deuza M: Como eu acabei de chegar, ainda está tudo novo para mim. Estou ainda me adaptando, até no estilo de forró daqui que é muito diferente do forró de Belém, porque a vertente de lá vem de fortaleza. Já aqui eu senti um impacto porque o forró é mais xoteado, uma coisa mais básica e também o que eu mais percebi é que não tem tanta mulher no mercado como tem lá, então o desafio é grande.

RT: Como foi se apresentar no programa Sempre de Bem da TV Imperial?

Deuza M: Foi meu primeiro programa aqui e foi muito legal. Como eu tive que deixar minha carreira lá para vir com meu marido, eu dei aquela parada de dois meses, então eu pensei assim, chegando lá em Roraima vamos retomar a carreira, vamos correr atrás e aqui surgiu a oportunidade de estar no programa e foi bem tranquilo porque eu já estou a tanto tempo nessa vida de cantora que foi normal.

RT: Qual a sua expectativa aqui no Estado?

Deuza M: A melhor! A gente sempre procura o melhor. Eu vim para cá com o intuito de que dê muito certo a minha carreira solo, porque a minha vida toda foi cantando em banda dos outros, sempre cantando para os outros. Agora quero fazer uma coisa minha e se não der certo, pelo menos eu tentei.

RT: Para você om que é ser uma mulher empoderada?

Deuza M: É liberdade! Porque você quando é empoderada você domina a situação, não vai ser aquela mulher que se pergunta se pode ou não. Ela sabe que pode!

RT: Porque Deuza?

Deuza M: Esse nome veio com o decorrer do tempo, foi meu cunhado que colocou esse nome. Ele me chamava de Lili e disse que ia me chamar de Deuza, lá para maranhão me chamavam assim. O Magalhães é pelo meu marido.

RT: Como você se define?

Deuza M: Me defino assim, muito guerreira porque já passei por muitas dificuldades, muitas barreiras, muitos não e muitas portas fechadas. Mas eu sempre ia e não desistia.

Deuza Magalhães relatou que o marido é uma das pessoas que mais a apoia e acredita no talento que ela possui. A família também está presente e ela contou que são seus fãs número um e que esse apoio e importante para continuar levando a carreira adiante.

Será um novo ano para a cantora onde ela ira se conhecer um pouco mais e se sobressair no mundo do forró, esse forró que traz músicas empoderadas para socorrer e auxiliar muitas mulheres que hoje não se sentem capazes o suficiente para se destacar na sociedade.

A cantora maranhense é mais uma mulher brasileira, casada, que procura através dos sonhos e talento a maneira de conquistar novos objetivos e se firmar dentro de um universo ocupado na sua maior parte pelos homens. Deuza Magalhaes em seus relatos comentou que nunca se fez de vitima em meio às circunstâncias difíceis e que antes não acreditava que podia ser cantora, pois pessoas diziam para ela que não cantava. Mas como o mundo dá voltas, hoje ela comemora seus 36 anos de carreira no mundo artístico.