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Deputados eleitos presos em operação da PF não comparecem à cerimônia de diplomação

Segundo a assessoria do TRE, não houve manifestação da Justiça para autorizar a saída de Yonny Pedroso e Renan Filho


Os deputados eleitos Renan Bekel Filho (PRB) e Yonny Pedroso (SD), presos pela Polícia Federal por envolvimento em desvio de recursos públicos, não compareceram à cerimônia de diplomação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR). Segundo a assessoria do órgão, não houve manifestação da Justiça para autorizar a saída dos presos ao evento.

No momento da cerimônia, quando cada deputado foi chamado para pegar o diploma, os nomes deles não foram citados.

Segundo o Tribunal, como não participaram da cerimônia, os deputados eleitos poderão enviar representantes legais à instituição para receberem os documentos. Mesmo presos, ambos poderiam participar do evento oficial, tendo em vista que foram considerados elegíveis ao se candidatarem ao pleito. Eles podem até mesmo assumir os cargos.

Uma decisão do Plenário do TRE garantiu diplomação a Renan, após rejeitar pedido de liminar que solicitava a suspensão do ato.

Renan e Yonny são suspeitos de participar de esquema de desvios milionários do Sistema Prisional e Educacional de Roraima, respectivamente.

Renan é apontado como um dos proprietários da empresa Qualigourmet e teria feito parte de uma organização que desviou R$ 70 milhões dos cofres públicos. Yonny é suspeita de envolvimento em desvios do transporte escolar de R$ 50 milhões e foi presa ontem, no dia da diplomação.

Ela teve 5,8 mil votos durante o pleito, sendo a terceira mais votada. Já Renan teve 2,6 mil, o 21º deputado eleito para o quadriênio 2019-2022.

A deputada eleita declarou patrimônio de R$ 759 mil, conforme informações no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela é empresária e gastou R$ 328,3 mil durante a campanha. Cada voto de Yonny custou R$ 56. Renan, por sua vez, teve gasto de quase R$ 53 mil. Os votos no pleito custaram em média R$ 20 cada.

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