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Geólogo crê que deve demorar para ocorrerem outros tremores em Roraima

Região em que ocorreu terremoto na Venezuela é localizada geograficamente no encontro de duas placas tectônicas


'O que a gente sente são reflexos. O terremoto não aconteceu em Roraima, mas na costa do litoral da Venezuela', explica geólogo - Divulgação/UFRR

O geólogo e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Stélio Tavares relatou durante a manhã desta quinta-feira (23) que as possibilidades de acontecerem novos tremores de terra em Roraima são poucas. Ele também explicou os motivos da ocorrência do fenômeno no Estado.

"O que a gente sente são reflexos, o terremoto não aconteceu em Roraima. Esse último ocorreu na costa do litoral caribenho da Venezuela, onde fica localizado a mais de mil quilômetros daqui. Foi sentido o tremor na nossa região porque quando ocorre o terremoto há a propagação de ondas sísmicas, fenômeno que acontece pelo interior da terra, e como estamos próximos acabamos sentindo", pontuou.

Ele explicou que no momento as chances de ocorrer outros tremores da mesma magnitude no estado são poucas. Segundo o geólogo, o fenômeno ocorrido no início desta semana teve um abalo principal de magnitude 7.3 e que horas depois ocorreram outros abalos secundários de magnitude menor, e que foi diminuindo aos poucos.

"O abalo que ocorreu de magnitude 7.3 realmente é muito significativo, e como estamos próximo do epicentro geral da superfície desse abalo, quanto maior a magnitude, maior será o reflexo aqui. Então temos que ficar atentos para esses tremores de terra", observou Tavares.

Mais informações na edição impressa do Roraima em Tempo desta sexta-feira (24).

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