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Integrante da facção Comando Vermelho mata irmão de rivais do Primeiro Comando da Capital

Homicídio pode ter sido em represália por vítima ser irmã de dois presidiários integrantes do PCC

Créditos: NONATO SOUSA
- Arquivo Pessoal

A morte do trabalhador braçal Braz de Souza Nunes, 31, assassinado a tiros num bar na Zona Oeste de Boa Vista, chama a atenção mais uma vez para a ação impiedosa do crime organizado em Roraima.

Segundo informou um parente que fez a liberação do corpo do trabalhador no Instituto de Medicina Legal (IML), na manhã de segunda-feira (5), o homicídio pode ter sido em represália por ele ser irmão de dois presidiários integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Também de acordo com o parente, a principal suspeita da família é de que o assassino pertence à facção rival Comando Vermelho (CV). Nunes foi executado com tiros na cabeça no fim da tarde de domingo (4) num bar localizado Rua José Aleixo, bairro Buritis. Ele estava sentado numa cadeira quando o assassino se aproximou e fez os disparos praticamente à queima-roupa.

Segundo testemunhas, o criminoso não disse nada. Ele chegou ao local numa motocicleta conduzida por uma mulher que ficou aguardando no veículo. Depois dos tiros, o comparsa voltou correndo e os dois fugiram. Socorristas do Samu chegaram a ser acionados, mas quando chegaram apenas confirmaram a morte.

Equipes da Polícia Militar isolaram o local para o trabalho dos peritos da Polícia Civil. À noite, após a perícia, o corpo de Nunes foi removido ao IML para o exame cadavérico feito na manhã seguinte.

AMEAÇADO

Segundo os familiares, Braz Nunes já tinha dito que estava sendo ameaçado de morte por causa dos irmãos presidiários. "Ele não fazia nada de mal para ninguém. Era trabalhador e só gostava de beber. A gente sempre pedia para ele ter cuidado, mas infelizmente não adiantou", disse um dos parentes.

Também segundo a fonte, ainda no domingo, um dos irmãos presidiários que era fugitivo da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo acabou capturado ao ir ver o irmão morto. "Soubemos que dias antes esse mesmo irmão que era fugitivo tinha ido à casa de um pessoal da facção CV. Agora, por vingança, vieram e mataram Nunes", contou um parente.

INVESTIGAÇÃO

O relatório dos policiais que atenderam a ocorrência foi entregue no Plantão da PC ainda na noite do crime sem que o atirador nem a mulher fossem presos nem identificados. O delegado plantonista despachou o caso para a Delegacia Geral de Homicídios investigar. Até a conclusão da matéria, o casal ainda não tinha sido localizado.

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