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Ministro concede liberdade a Guilherme Campos e outros noves presos por desvio de R$ 70 milhões

Decisão foi no final da tarde desta terça-feira (18); ministro já havia sinalizado possível alteração no processo, devido à intervenção em Roraima


Guilherme estava preso em Brasília e teve habeas corpus negado na semana passad - Reprodução/Facebook

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, decidiu liberar da prisão o filho da governadora afastada, Suely Campos (PP), Guilherme Campos. A publicação foi feita no final da tarde desta terça-feira (18) e está disponível no Portal do STJ. Ele está preso desde o dia 29 de novembro em Brasília, onde foi detido pelos agentes federais.

Guilherme foi um dos presos durante Operação Escuridão, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga desvios de recursos públicos do Sistema Penitenciário de Roraima em contratos superfaturados. O esquema de corrupção teria movimentado R$ 70 milhões, entre os anos de 2015 e 2018.

A Justiça estendeu a limiar e determinou que também fossem soltos Renan Bekel de Melo Pacheco, João Kleber Martins Siqueira, Ronan Marinho Soares, Guderian Marseille Pacheco Rodrigues, Cloves de Castro Machado, Josué Dos Santos Filho, Breno Lampert, Weslley Adlley Gomes De Queiroz e Marco Antônio Rodrigues De Barros.
Todos são investigados de terem participação no esquema de corrupção de desvio de dinheiro público do sistema prisional de Roraima.

O filho de Suely Campos foi apontado como dono da empresa Qualigourmet, envolvida no esquema e atual prestadora de alimentação às unidades prisionais do Estado. Ele chegou a pedir habeas corpus, mas teve a solicitação rejeitada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

NOVA DECISÃO

Num despacho da semana passada, o ministro do STJ, no entanto, afirmou que poderia haver mudanças nas decisões, tendo em vista o atual momento pelo qual passa o Estado, ou seja, de intervenção federal.

"Concretizando-se a noticiada medida, certamente terá repercussão direta no presente feito e nas decisões já tomadas, inclusive com a possível alteração do juízo competente para prosseguir com as investigações. Outrossim, os fundamentos inicialmente adotados poderão perder força ou mesmo a validade, diante das modificações que serão implementadas na organização administrativa do novo governo nomeado e sua equipe de trabalho", escreveu em decisão publicada no dia 13 de dezembro.

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