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Mulheres encerram protestos em batalhões e permanecem apenas com tenda em frente ao Palácio

Decisão foi feita após diálogo com Antonio Denarium, que assumiu a gestão estadual como interventor


Denarium durante conversa com as mulheres - Fábio Calilo

As esposas e familiares dos militares decidiram encerrar os protestos nos batalhões da Polícia Militar (PM) em Boa Vista, na manhã desta segunda-feira (10). Elas informaram que vão permanecer apenas com a tenda em frente ao Palácio Senador Hélio Campos até que os salários sejam definitivamente pagos.

A decisão ocorreu após diálogo com o interventor federal, Antonio Denarium (PSL), que assumiu a gestão estadual na manhã de hoje. Ele afirmou que ainda esta semana todos os servidores vão receber os salários, bem como a segunda parcela do 13º salário.

Os bloqueios nos batalhões iniciaram no dia 21 de novembro, na Casa do Cidadão. Em seguida, fecharam os 1º e 2º Batalhões da Polícia Militar, os quais permaneciam interditados até hoje. Nenhuma viatura da corporação podia entrar ou sair do local. Apenas os agentes passavam a pé pelo portão principal.

Com a mobilização, outras cidades aderiram ao movimento: Caracaraí, Rorainópolis, São João da Baliza, Caroebe, Alto Alegre e Pacaraima. O motivo era o mesmo: cobrança pelos dois meses de salários atrasados.

"Decidimos ficar com a tenda até que eles [militares] recebam. O governo afastado fez muitas promessas e não cumpriu, por isso vamos permanecer com o movimento até que se cumpra aquilo que foi prometido pelo interventor", justificaram, ao acrescentar que a tenda continua a receber doações.

Elas frisaram que aqueles que decidirem permanecer nos quartéis da PM não fazem parte do movimento e estarão lá "por conta própria".

INTERVENÇÃO

Na manhã desta segunda-feira (10), Antonio Denarium assumiu como interventor federal em Roraima. A posse ocorreu em reunião com a governadora afastada Suely Campos, no Palácio Senador Hélio Campos.

Em seguida, Denarium foi receber as chaves da Secretaria da Fazenda das mãos do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo de Roraima (Sintraima), Francisco Figueira. O ato foi simbólico e representa a reabertura do prédio mantido há uma semana fechado pelos servidores em protesto contra a falta de salários.

 

 

 

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