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Prefeitos e representantes de dez cidades do RS visitam abrigos de imigrantes em RR

Acompanhados do ministro do Desenvolvimento Social, visita busca sensibilizar para que mais cidades recebam venezuelanos

Créditos: Bruna Menezes
- Fabio Calilo

Prefeitos, vices e representantes de dez municípios do Rio Grande do Sul estiveram ontem em Roraima a pedido do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), para visitar abrigos onde vivem venezuelanos.

Conforme explicou o ministro Alberto Beltrame, a ideia é sensibilizar os governantes municipais sobre a atual situação em que vivem os imigrantes venezuelanos para que as cidades passem a receber essas pessoas.

"Ao receber imigrantes, será criada a perspectiva real de melhoria de vida, além de alimentar um sonho de qualidade de vida e futuro melhor para essas pessoas que sofreram tanto na Venezuela quanto no Brasil, até que se defina um destino melhor para cada uma delas", comentou o ministro.

Ao todo, quatro mil venezuelanos foram interiorizados no país. A previsão é que nesta semana mais 900 pessoas se mudem para outros Estados. Hoje, 190 irão para São Paulo (SP) e Rio Grande do Sul (RS).

"A interiorização não significa apenas levar essas pessoas para outros Estados, mas montar uma estrutura de acolhimento de recepção de integração na nova sociedade e, sobretudo, visão de trabalho que possa gerar renda para eles", acrescentou.

Uma das cidades que recebem os imigrantes é Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. Segundo informou o vice-prefeito, José Francisco Ferreira da Luz, 38 pessoas serão acolhidas no município.

"Nos preparamos para recebê-los desde setembro. Montamos uma estrutura com um grande salão onde terá 12 apartamentos com beliches para abrigar as famílias. Ao todo, são 27 adultos e 11 crianças com idades de 3 a 10 anos", especificou da Luz.

O local, com espaço para lazer, foi montado por meio de trabalho voluntário desenvolvido pela prefeitura, grupos sociais, universidades e igrejas. "A comunidade, em um trabalho voluntário, ajudou a transformar em um ambiente de respeito para que eles se sintam em casa", disse.

Ele confirmou que os imigrantes poderão desfrutar de serviços da saúde e educação. Os pais que desejarem inserir os filhos nas escolas poderão matriculá-los para o próximo ano letivo.

Além disso, uma universidade local irá oferecer curso de Português para essas pessoas. "A ideia é que eles aprendam a Língua Portuguesa e tenham facilidade em se comunicar no País", finalizou.

Sobre os trabalhos desenvolvidos nos abrigos, o ministro pontuou o cuidado e preocupação com que os abrigados são atendidos. "Estamos encantados com o trabalho realizado pelas Forças Armadas, Governo Brasileiro e Acnur [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados], ao ver a forma como o Brasil tem tratado desta questão, que é uma grave crise humanitária da Venezuela", disse Beltrame.

 

 

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