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Relatório sobre trabalho voluntário é tema principal de mesa-redonda

Evento teve como objetivo reunir todos os voluntários de Roraima que atuam em diversas frentes e expor dados sobre trabalho social

Créditos: Gabriela Marcondes
- Fabio Calilo

Na tarde de ontem (18), a coordenadora do Programa de Voluntários das Nações Unidas no Brasil, Renata Cunha Farias, a convite do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), apresentou durante uma roda de conversa dados importantes que foram divulgados no último relatório da ONU Voluntários, lançado em 5 de dezembro.

O evento que ocorreu na Cáritas Diocesana de Roraima em parceria com o Programa Viva Voluntário teve como objetivo reunir todos os voluntários de Roraima que atuam em diversas frentes para expor dados relevantes sobre a importância do trabalho voluntário no Brasil. Durante a roda de conversa, Renata Farias escutou integrantes de diversos grupos que expuseram as experiências das ações em campo.

Participaram da mesa-redonda cerca de 50 pessoas pertencentes a diferentes linhas de frente, principalmente na atuação da crise migratória. Segundo dados levados pela coordenadora, mais de um bilhão de voluntários trabalham ao redor do mundo para promover a paz e o desenvolvimento. No Brasil, fazendo uma comparação com o tempo integral, cerca de 535 mil pessoas, voluntárias formais, estão trabalhando em tempo integral. A maioria desses voluntários contribui para a comunidade se reerguer onde cada um trabalha também no nível sustentável para a paz e a prosperidade.

O relatório forneceu uma contribuição para a base de evidências sobre abordagens inclusivas, lideradas pelos cidadãos para a construção de resiliência, e trouxe como diferencial uma explicação mais abrangente sobre as dificuldades que um agente voluntário pode enfrentar durante o exercício do trabalho.

A voluntária das Nações Unidas Laurie Reis esteve presente no evento e relatou que para ela é um trabalho importante.

"É muito interessante pertencer a este trabalho, principalmente no projeto em que estou participando, o Viva Voluntário, que é de iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, gerenciado e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento [Pnud]. Então, como voluntária, estou tendo muito contato com os voluntários que estão em campo", disse.

Quem também participou da roda de conversa foi o engenheiro e vice-diretor dos Engenheiros Sem fronteiras, Rodrigo Castro Ávila, que desenvolve trabalhos voluntários auxiliando em diversos projetos sociais.

"Hoje, nós, Engenheiros sem Fronteiras, temos mais de cem voluntários da área tecnológica, engenheiros, arquitetos e outras profissões também colaborando tecnicamente no apoio à Operação Acolhida, todas as entidades e também a outros órgãos", explicou.

O engenheiro destacou que eles vêm desenvolvendo trabalhos na elaboração de projetos e suporte técnico aos abrigos.

"O papel da engenharia e da arquitetura é desenvolver o bem-estar para todo mundo", afirmou Ávila.

 

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