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Servidores da Sesai mantidos reféns devem chegar a Boa Vista nesta quarta

Cerca de 20 funcionários estavam proibidos de sair de comunidade indígena desde o último domingo (16)


Servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena foram feitos reféns por indígenas Yanomami - Reprodução/Redes Sociais

Após mais de 70 horas mantidos reféns, servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) foram liberados na tarde desta terça-feira (18) e a previsão é de que cheguem a Boa Vista na manhã desta quarta-feira por causa do horário.

Gerson Hermógenes, coordenador substituto  do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), afirmou que ainda é cedo para falar sobre quais reivindicações foram aceitas.

Os moradores da comunidade fizeram uma carta e entre as exigências estava a saída de Rousicler de Jesus Oliveira do cargo de coordenador do Dsei-Y.

Na tarde de segunda-feira (17), uma equipe de servidores tinha ido a Surucucu, em Alto Alegre, para tentar uma negociação de liberação dos reféns. Cerca de 20 funcionários estavam sendo mantidos nessas condições por indígenas Yanomami, que protestavam ainda contra a morte de duas crianças e a falta de atendimento médico no local.

Desde domingo, os funcionários estavam proibidos de sair da região e se comunicavam apenas por radiotelefonia. Também por rádio, os manifestantes informaram suas reivindicações, com base na falta de atendimento médico e de medicamentos, já que, segundo eles, havia mais de 90 dias que estavam desassistidos.

Uma das causas para a manutenção dos trabalhadores no local foi a morte por pneumonia de duas crianças em um período de dez dias. Uma terceira teria sido levada doente em estado grave para tratamento fora da comunidade.

Na região de Surucucu, moram cerca de três mil indígenas. O atendimento médico deficitário é um dos principais problemas, o que teria contribuído para o aumento de registros de casos de malária.

Mais informações na edição impressa do Roraima em Tempo desta quarta-feira (19).

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