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Servidores estaduais passam por minicenso para que pagamento seja regularizado

Servidores devem comparecer às secretarias durante recadastramento; medida adotada busca transparência na aplicação de recursos federais enviados ao Estado

Créditos: Jaqueline Pontes
- Fabio Calilo

Desde essa terça-feira (18), servidores públicos passam por recadastramento para atualizar os dados da Secretaria de Estado da Gestão Estratégica e Administração (Segad). A determinação é da Secretaria da Fazenda (Sefaz), para que o pagamento dos funcionários em atraso seja realizado.

O general Eduardo Pazuello, nomeado pelo presidente Michel Temer para assumir a Sefaz durante a intervenção, encontrou incompatibilidade de dados referente a servidores nas folhas de pagamentos dos órgãos públicos estaduais. Diante da suspeita de fraude, um levantamento minucioso foi solicitado.

Todos os servidores devem comparecer à secretaria para a qual prestam serviço, munidos de documento de identificação com foto, para o minicenso. Funcionários que estão no período de férias, licença médica ou tenha afastamento justificado não precisam ir até as secretarias para o recadastramento.

Ex-servidores do Estado que trabalharam nos últimos meses precisam passar pelo procedimento para que o pagamento dos salários atrasados seja feito. A Secretaria de Comunicação do governo afirmou ainda que o calendário de pagamento divulgado anteriormente não deve sofrer alterações, exceto em caso extraordinário.

O recadastramento dos servidores será realizado por militares do Exército Brasileiro. De acordo com a Secretaria de Comunicação, eles foram treinados, além de serem designados para atuar na comprovação de vínculo de trabalho dos servidores estaduais.

Conforme nota enviada à imprensa, com o intuito de otimizar o trabalho a ser feito, os militares serão acompanhados por servidores dos Recursos Humanos das secretarias e órgãos do governo. A nota informou ainda que a medida foi adotada para evitar fraudes e danos ao erário.

O recadastramento deve resguardar os direitos dos servidores que cumprem carga horária de trabalho normalmente. A Secretaria de Comunicação afirma que a intervenção tem buscado dar transparência à aplicação dos R$ 225 milhões enviados pelo governo federal a Roraima.

A nota oficial afirma que os recursos enviados serão aplicados de forma rigorosa no pagamento dos salários dos servidores estaduais.

"Tudo está sendo feito dentro da ética e da moralidade, utilizando meios de tecnologia e informação, capacidade profissional e o princípio da razoabilidade, a fim de evitar mais prejuízos aos cofres públicos do Estado", acrescentou.

SINTRAIMA

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima (Sintraima), Francisco Figueira, afirmou que a associação foi pega de surpresa com a determinação.

"Muitos servidores aprovam a iniciativa do levantamento e outros reprovam, pois está tendo deslocamento de servidores do interior para a capital", relatou.

O presidente disse ainda que o sindicato tem perguntado o motivo de essa medida não ter sido adotada logo após a intervenção federal, pois os servidores esperam pela regularização do pagamento.

"O processo já teria sido agilizado e todo mundo, beneficiado com a medida. Há receio por parte dos servidores para que seja uma forma de retardar o pagamento", avaliou Figueira.

 

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