Polícia

Ex-PM candidato é baleado com um tiro no abdome no quintal de casa

Homem foi atingido na barriga, mas a bala teria entrado e saído sem atingir nenhum órgão que causasse risco de morte


. Dayvid Duarte foi baleado na noite de terça-feira quando chegou a sua casa no bairro São Francisco - Reprodução

Um candidato a deputado estadual foi baleado na noite de terça-feira (2) quando chegava a sua casa no bairro São Francisco. Dayvid da Conceição Duarte, 33, que também seria policial militar conforme relatório da equipe que atendeu a ocorrência, foi atingido na barriga, mas a bala teria entrado e saído sem atingir nenhum órgão que causasse risco de morte.

Dayvid Duarte foi conduzido ao Pronto-Socorro Francisco Elesbão por policiais da Cavalaria na carroceria da viatura. Logo depois de receber atendimento médico e ser informado que seu caso não era grave, ele gravou um vídeo com o celular que foi compartilhado em rede social (WhatsApp).

"Pessoal, quero mandar um recado para todos vocês. Eu estou bem. Graças a Deus, o tiro pegou, mas acabou saindo e precisou passar em cirurgia. Não vou parar", disse.

A expectativa era de que ainda na noite de terça-feira Duarte recebesse alta, mas até à tarde dessa quarta (3) a reportagem não conseguiu confirmar se ele seguia internado em observação ou se tinha sido liberado.

CASO

Segundo foi apurado pela reportagem, a vítima estava retornando de uma reunião política no município de Amajari com quatro amigos quando ocorreu o atentado contra sua vida, entre as 20h e 20h30. Um dos amigos contou à polícia que Dayvid Duarte desceu do veículo, uma picape, e foi para o quintal de sua casa. Poucos segundos depois, foram ouvidos tiros.

Ainda de acordo com o relato da testemunha, ele e os outros amigos ficaram no carro, mas ao ouvirem os tiros desceram do veículo e foram em direção ao portão da casa para saber o que tinha acontecido, momento em que Duarte apareceu com a mão na barriga e disse que tinham atirado nele. Também que a pessoa que fez os disparos tinha pulado o muro.

Outro colega da vítima informou que Duarte disse ter visto dois indivíduos no quintal e um deles fez dois disparos em sua direção, e um o atingiu. A vítima também informou que mesmo ferido reagiu e fez disparos na direção dos criminosos, que pularam o muro da casa e fugiram. Duarte teria dito ainda que devido a sua condição de candidato a um cargo eletivo, suspeita ter sido vítima de um atentado político, mas não indicou quem seria o responsável.

A pistola que Duarte teria usado para se defender foi entregue aos PMs que atenderam a ocorrência. A arma e pelo menos três cápsulas deflagradas foram relacionadas e posteriormente repassadas à Polícia Civil que já está investigando o crime.

INVESTIGAÇÃO

O caso foi repassado à Delegacia Gerald e Homicídios. A reportagem tentou falar com o delegado Cristiano Camapum, que estaria responsável por este caso, mas até a conclusão da matéria ele não retornou a ligação nem respondeu a mensagem de texto pelo WhatsApp.

EX OFFICIO

A reportagem do Roraima em Tempo conversou com o coronel Edison Prola, comandante da Polícia Militar de Roraima, para confirmar se Duarte era mesmo policial. Ele informou que a vítima já não integra mais a corporação. Explicou que por ele ter entrado para a política e não ter no mínimo dez anos na carreira policial, foi excluído dos quadros da PM, tão logo teve a candidatura homologada pela Justiça Eleitoral.

"Existe uma Lei Federal que veta a participação de militares, seja policial ou das Forças Armadas, em pleito eletivo, sem que ele tenha o mínimo de dez anos de carreira policial, o que garante sua estabilidade. E caso o militar que tenha tempo inferior a dez anos de serviço na polícia entre para a política, ele é excluído automaticamente ex officio, assim que se torna candidato oficialmente. O que aconteceu com o soldado Duarte" informou Prola.

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