Roraima em Alerta

Governo não consegue melhorar os serviços de saúde

060819


Insegurança

É inegável a contribuição da Operação Acolhida na organização dos imigrantes venezuelanos que chegam ao Estado. Porém, o Brasil ainda não possui mecanismos legais que já são aplicados por outros países para verificar antecedentes criminais de quem adentra ao Estado. A fronteira é seca, livre e aberta para todos e daí procedem as principais reclamações que existem hoje em relação aos imigrantes venezuelanos. Alguns, infelizmente, não entram em busca de ajuda mas, sim mal intencionados.

 

Imagem negativa

São esses que, mesmo contando com uma estrutura de acolhimento, preferem buscar a facilidade do crime que comprometem toda a visão da sociedade roraimense em relação aos imigrantes. Exemplo disso foi o caso do assassinato do empresário Antônio Coelho de Brito, ocorrido em junho deste ano. Inicalmete, a suspeita é de que os assassinos seriam venezuelanos que costuma ficar próximo ao estabelecimento comercial, localizado no Pricumã. Essa foi a versão que circulou em grupos de whats e também foi reproduzida pela imprensa local, até que a polícia chegou aos verdadeiros suspeitos, brasileiros sendo que um inclusive, confessou o crime.

 

Delitos

Nesta semana, as imagens da câmera de segurança de um estabelecimento comercial registraram a segunda invasão do ambiente. Sem se intimidar, os meliantes quebraram a porta de vidro, entraram na loja, retiram o televisor do espaço e levam embora. Detalhe: o espaço está bem localizado no Centro da Cidade. Em outra ocasião os proprietários reclamaram do roubo de plantas e vasos que ornam a frente da loja. É o retrato da insegurança que vive a população e do aproveitamento que se faz da crise migratória, onde os venezuelanos se tornaram bode expiatórios, acusados de tudo por conta de alguns que realmente praticam delitos.

 

Mais viaturas

O que a população pede é que mais viaturas estejam nas ruas. O Governo do Estado ainda segue enfrentado uma situação que apresentam como delicada na gestão de recursos. Mas, existem áreas onde a economia representa prejuízo social e até vidas perdidas. Não se pode poupar recursos na segurança da população, fechar delegacias, estabelecer cotas de combustível ou ainda ficar contando quantas folhas de papel devem ser consumidas em cada setor. É por essa visão que mais empresários vão sofrer prejuízos, mais pessoas serão vítimas no meio da rua e mais gente vai se sentir insegura para sair de casa. Segurança, assim como saúde e educação deveriam ser prioridade.

 

Dia da Saúde

Nesta segunda-feira (5), foi celebrado o Dia Mundial da Saúde. Muitos parlamentares aproveitaram a data para destacar seus feitos pela área. Teve um que saiu da vida política sem nenhum legado e por isso, não tinha o que mostrar mas fez tanta questão de falar da data que só conseguiu filosofar com uma frase destacando que saúde é mais que ausência de doença. É triste ver que um político que passou tantos anos no poder, em diferentes funções, não consiga destacar um retorno do seu trabalho para a sociedade, numa área que é tão importante e que carece de tantos investimento. Mais triste ainda é saber que é esse mesmo político que está tentado voltar para a cena local, pleiteando um cargo nas próximas eleições e cuja atuação se resume apenas em denegrir a imagem dos outros. É esse tipo de gente que prejudica a saúde da população.

 

Comemorar?

E na data, o roraiemense teve o que comemorar? Há tempos, o Portal vem trazendo alguns destaques sobre os problemas que afetam os serviços públicos locais. O próprio governador Antonio Denarium (PSL) assumiu prometendo um choque de gestão que nunca aconteceu. Decretou o Estado de Calamidade, numa ferramenta para agilizar a compra de insumos e medicamentos, prorrogou esse prazo e na prática, a população continua sofrendo com a falta de um atendimento de qualidade. Na semana passada, foram registradas denúncias até de falta de ginecologista na maternidade. O Estado negou. Mas, depois, vieram as denúncias de pacientes com problemas renais que seguem sem a devida medicação. A resposta do Governo é que chega em breve. E nesta semana, começou a circular o apelo de uma filha que aguarda a realização de uma cirurgia no pai, escancarando que, mesmo após anunciar o retorno das cirurgias eletivas, o Estado segue enfrentando muitos problemas na saúde. Assim, não há mesmo o que comemorar.

 

Diferente

Mas, o discurso defendido pelos super secretários-empresários de Denarium é diferente. O chefe da Casa Civil, Disney Mesquita afirmou em entrevista a um veículo local que a população está percebendo melhorias. É impossível dizer quem da população de Roraima deu esse feedback para Disney, mas ficou evidente que o mesmo está bem por fora das matérias de jornais e das publicações que circulam nos grupos de whats. A situação da saúde estadual continua caótica e é por isso, que os órgãos de controle e até a Assembleia Legislativa discutem medidas para verificar onde os recursos da Saúde estão sendo aplicado. Ao que tudo indica, a história da CPI da Saúde não morreu e deve ser um dos principais temas da pauta discutida com o retorno das atividades parlamentares.

 

Terra sem lei

É preocupante a influencia que as informações disseminadas nos grupos de whats em Roraima. O alcance e volume que eles ganham dão tom de veracidade a qualquer tipo de informação, muitas nem sempre verdadeiras, o que exige muito senso crítico na hora de analisar e reproduzir esse tipo de informação. Não é a toa que foi o whats o meio mais utilizado para propagação de montagens caluniosas e textos sem assinatura no período eleitoral. Era esse o conteúdo que movimentava os grupos e parece que quanto mais absurdo, mais audiência o tema ganhava. Enquanto isso, o aplicativo de mensagens segue como uma terra sem lei.

 

Caiu no whats

Nesta segunda-feira (5), um dos assuntos mais comentados nos grupos foi a polêmica envolvendo o desaparecimento de uma jovem. À princípio, o tema mobilizou muita gente, preocupada com a integridade física da moça e da própria família. Poucas horas depois, surgiram os comunicados de que a mesma teria sido encontrada e estaria vindo de uma fazenda, onde ficou sem comunicação. Alívio para a família e para muitos que torceram por um desfecho feliz da história, o que não se esperava era um ingrediente a mais no assunto. Um áudio, cuja origem ninguém conhece, passou a circular. Com voz feminina, uma pessoa que aparenta ser amiga de moça que estava desaparecida, relata que a mesma estaria em uma fazenda de um famoso empresário local onde se praticam atos sexuais. Bastou isso para o assunto virar um rastilho de pólvora. Por se trata de uma fofoca sem comprovação até o momento, a Coluna se resguarda a usar o fato como exemplo do citado acima, sem nomes para não comprometer ainda mais os envolvidos Afinal, o assunto caiu no whats do povo.

 


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