Roraima em Alerta

Promessas políticas não trazem solução para moradores do Paraviana

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Politiqueira

Moradores do Paraviana que estiveram na reunião realizada no começo dessa semana, perceberam novamente como qualquer situação em Roraima se transforma em palanque para políticos. Pelo menos dois parlamentares federais passaram por lá e apresentaram propostas mirabolantes que não resolvem a questão dentro do prazo já estabelecido pela justiça. Os moradores ouviram mais histórias e apenas isso, porque não há muito o que se fazer diante de uma decisão final da justiça federal.

 

Aeroporto

Chico Rodrigues (DEM) foi um dos que participou da reunião e causou risadas aos presentes quando afirmou que era mais fácil o aeroporto sair da área que os próprios moradores. A fala que demonstra total desconhecimento do processo e total descaso também com a angústia das pessoas afetadas virou motivo de piada. Imagine o leitor como seria retirar o aeroporto dali, quantos anos se demoraria para construir uma nova infraestrutura aeroportuária? Chico mais uma vez decepcionou ao tratar o tema que é tão sério e grave, de maneira simplista e até jocosa, concluindo sem apresentar nenhuma alternativa que garanta mais sossego ou segurança aos moradores.

 

Alardeou

Em nota pública o juiz federal Helder Girão Barreto manifestou o descontentamento em ver a notícia sendo difundida de maneira equivocada, como ação de despejo e não de desapropriação. Segundo ele, um veículo local teria criado um alarde em torno da questão sem nem ao menos se dar ao trabalho de consultá-lo como juiz titular da vara responsável pelo processo e o único autorizado a falar sobre o tema. No documento, Helder Girão classifica o ato como uma Fake News.

 

Sabiam

Muitos que adquiriram os terrenos na área afetada tinham plena consciência da condição de posse precária, mas decidiram fazer o investimento mesmo assim. Outros foram realmente prejudicados por desconhecer o fato, são essas famílias que estão se articulando para recorrer na justiça contra a imobiliária que comercializou os lotes, mesmo ciente da condição de posse precária. A empresa no caso, pertence à família Campos e carrega consigo uma história de vários problemas com a justiça por vender áreas que não são próprias para a comercialização. Com esse episódio fica evidente a falta de compromisso com seus clientes e o único interesse em ganhar dinheiro, a família Campos ludibriou muita gente. Os órgãos de defesa do Consumidor também serão acionados por aquelas famílias que pagaram pelo imóvel e que agora se sentem lesadas. É mais uma complicação para a família que já tem um condenado no Escândalo Gafanhotos, um filho envolvido na investigação por desvio de recursos do Sistema Prisional e uma ex-governadora acusada de sumir com o dinheiro público. Merece uma boa investigação sobre as práticas cometidas pela Ribeiro Campos Empreendimentos.

 

Na Justiça do Trabalho

Voltando a falar do senador Chico Rodrigues, ele virou alvo de reclamação de um profissional que usa as redes sociais para divulgação de informações. Em postagem no seu perfil pessoal, o referido profissional acusa o senador de não ter cumprido um acordo de trabalho e convoca outras pessoas que foram "enganadas" por Chico a denunciá-lo nas Justiça do Trabalho. O mesmo já teria feito isso porque largou um emprego com salário superior para contribuir na campanha de Chico e, conforme ele, o senador não pagou nem metade do valor acertado pelo serviço prestado. O que aliás, é um valor irrisório considerando o patrimônio de Chico, mas mostra como o senador lida com as suas dívidas. Aliás, tem muita gente reclamando das promessas não cumpridas por Chico. Neste caso, é a Justiça que vai decidir.

 

Candidatas

A véspera do ano eleitoral tem movimentado o cenário local, especialmente em Boa Vista. O cidadão tem acompanhando uma verdadeira disputa eleitoral com palanque ampliado agora pelo alcance das redes sociais e de aplicativos de mensagens. Alguns nomes começam a surgir como possibilidades para a substituição da prefeita Teresa Surita, do MDB. Com um alto índice de aprovação e um trabalho de excelência reconhecido até internacionalmente, Teresa segue fazendo o seu trabalho, pouco preocupada com a disputa política da qual a lei não permite mais que ela participe. Mesmo assim, a prefeita tem sofrido constantemente ataques da oposição bancada pelos futuros pretensos candidatos. Ao invés de guardar energia para conseguir provar para a população que são capazes de manter ou fazer ainda melhor que Teresa, muitos tem gasto tempo e até dinheiro na tentativa de denegrir a imagem da gestora.

 

Corrida

Alguns já se apresentam como pré-candidatos e pelo visto, vão ter que se esforçar muito para superar a barreira do descrédito com a população. Entre eles, estão duas mulheres. Uma com pouquíssima história política que se arrisca politicamente por ser esposa de um outro parlamentar também com poucos feitos para mostrar em seu segundo mandato federal. Outra mulher, está no segundo mandato de deputada federal e ficou mais famosa por sua sensualidade no plenário da Câmara e os escândalos amorosos em que se envolveu que pelo trabalho feito por Roraima. A mesma perdeu recentemente o ex-marido, mas não deixa de explorar a imagem do mesmo em suas redes sociais como uma bengala na tentativa de conquistar a simpatia de votantes, usando a imagem do falecido.

 

Prejudicou

Uma das primeira decisões do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi alterar a configuração do programa Mais Médico, encerrando o contrato com os médicos cubanos por motivo apenas de diferenças político-ideológica entre os dois países. Sem pensar muito no impacto que a decisão causaria, o brasileiro viu os profissionais cubanos indo para os aeroportos, deixando o país e seus pacientes e isso aconteceu sem que houvesse um planejamento para primeiro substituir os profissionais que iam embora. A decisão causou o esvaziamento dos consultórios e até que as vagas abertas fossem novamente preenchidas por brasileiros e depois por médicos formados em outros países, foram meses de agonia para a população e para muitos gestores públicos, especialmente, os prefeitos que perderam os médicos das Unidades Básica de Saúde. Até hoje, o Governo Federal tenta preencher essa lacuna e deve anunciar em breve, uma nova estratégia do Mais Médico na tentativa de regularizar a oferta do serviço.

 

Não foi diferente

Em Boa Vista não foi diferente. Sem o atendimento nas Unidades Básica, o reflexo foi sentido nos prontos socorros e emergências. O HGR sentiu e especialmente, o Hospital da Criança por ser a única unidade hospitalar pediátrica do país. O município perdeu profissionais ao mesmo tempo que a demanda por atendimento, incluindo o das crianças venezuelanas aumentou muito e, nesse desequilíbrio, o resultado foi a demora no atendimento, a reclamação da população e o malabarismo da gestão municipal para oferecer um serviço de qualidade mesmo com os problemas causados pela decisão do Governo Federal. A prefeitura chegou a solicitar 15 médicos em caráter de urgência, mas a União negou o pedido prejudicando de maneira grave pais, mães e crianças.

 

Tentativa

Nesta terça-feira (30), a Prefeitura de Boa Vista assinou o contrato com novos 77 profissionais de saúde contratados a partir de um seletivo feito de maneira urgente. Depois da negativa do Governo Federal, essa foi a solução mais viável encontrada pelo município para ocupar as vagas dos profissionais que saíram do Mais Médico e principalmente, garantir o atendimento à população. No total, foram ofertadas 135 vagas mas, devido a escassez de profissionais e até à falta de interesse de alguns em atuar em Roraima, apenas 77 vagas foram preenchidas o que obriga a Prefeitura a seguir com o planejamento para a ocupação dessas vagas com um novo certame previsto para ser realizado até o final deste ano. É importante que se faça esse esclarecimento para que a população entenda que as dificuldades não são de responsabilidade exclusiva dos prefeitos. Mas que, no caso da saúde, há muito problema causado por algumas decisões do Governo Federal que mereciam uma revisão atenta, especialmente, no caso de Roraima que enfrenta a grave crise migratória.


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