Roraima em Alerta

Roraimense vive clima de insegurança

170619 RR Alerta


Insegurança

Impossível não falar de outro tema quando a sociedade roraimense é surpreendida novamente com um assassinato brutal. Sessa vez, um empresário de carreira no Estado, um idoso, pai de família, mais uma pessoa de bem teve sua vida interrompida em uma condição que deixa qualquer cidadão perplexo. O empresário Antônio Coelho de Brito, de 70 anos, foi até sua oficina às 5h30 da manhã deste domingo e se deparou com um indivíduo no local. Pelo que relatam familiares, ele abordou o estranho que iniciou uma luta corporal com o idoso, desferindo golpes de pá e ceifando a vida do empresário. A equipe do Portal RR em Tempo se solidariza com toda a família.

 

Incoerentes?

Enquanto, o roraimense absorvia mais essa triste informação, nos grupos de whats muita gente questionava os números apresentados recentemente pelo governador do Estado Antonio Denarium (PSL), no que se refere aos resultados obtidos na Segurança Pública do Estado. Em evento realizado há dez dias, com a presença do secretário Nacional de Segurança Pública, General Guilherme Cals Theophilo, o governador afirmou que Roraima teve a maior redução do Brasil em número de assassinatos, comparado os primeiros semestres de 2018 e 2019. De acordo com Denarium, de janeiro a março de 2018 e 2019, houve redução de 70% sobre os números de mortes no Estado de Roraima. O governo afirma que neste período em 2018, foram registrados 73 assassinatos no Estado, enquanto em 2019 foram 28.

 

Junho sangrento

Pelo que está se acompanhando nas primeiras semanas de junho, a tendência é que as estatísticas de assassinatos para o segundo semestre mudem completamente. Só nos primeiros 16 dias deste mês, foram registrados sete assassinatos no Estado. Isso, sem falar na nova modalidade do ataque com ácido e os inúmeros assaltos e furtos que estão sendo noticiados diariamente. De mod geral, a sociedade aponta o dedo para os venezuelanos. Inclusive, no caso do empresário assassinado neste domingo, mesmo antes da polícia emitir qualquer informação sobre o suspeito de cometer o crime, já circulava em grupos de whats que Antônio teria sido morto por um venezuelano.

 

Efeito

É incontestável o impacto da crise migratória no aumento da criminalidade em Roraima. Muitos que fogem do seu país em busca de uma condição melhor no Estado se deparam com abrigos lotados e com a falta de oportunidade, porque Roraima não tem mais condições de absorver toda essa mão de obra e nem de estrutura para oferecer serviços públicos a um número tão grande de pessoas. De quem tem má índole a quem tem fome, são os imigrantes que aparecem como os principais autores dos crimes praticados localmente. E mais que nunca, a segurança pública precisa ser reforçada, bem como o poder público precisa tomar um decisão sobre como irá lidar com imigrantes que cometem crimes em território brasileiro. O que não dá é que o contribuinte roraimense e o Brasil, sustentem criminosos vindos de outro país, quando esse recurso deveria estar sendo empregado na melhoria da segurança pública dos próprios roraimenses.

 

Patrulhamento

A Coluna relatou a denúncia de que a Polícia Militar estaria sendo obrigada a fazer racionamento do uso de combustível, o que é um absurdo. Neste domingo, após a notícia do assassinato do empresário, circulou também que dos 120 homens da Força Nacional designados para complementar a segurança pública em Roraima, a maioria estaria atuando em Pacaraima, onde o volume de ocorrência é menor que o verificado em Boa Vista. Em todo o caso, fica o alerta: existem áreas em que economizar significa perder vidas. É assim na saúde e na segurança pública. Na condição em que Roraima se encontra devido a imigração e ao número crescente de pessoas que atravessa diariamente a fronteira e, sem uma perspectiva a curto prazo de mudança nesse quadro, a polícia tem que estar nas ruas, fazendo a ronda ostensiva 24 horas por dia, sem economia de combustível mas, em condições de salvar vidas.

 

Tal Pai, Tal Filho

A história política do senador Mecias de Jesus (PRB) é marcada por fatos que indicam que contrariam completamente a imagem que ele tenta imputar a si mesmo de político honesto. Basta lembrar que ele é citado no Escândalo Gafanhoto e que vários de seus parentes chegaram a ser presos. Pesa sobre a sua imagem a denúncia do superfaturamento da reforma da Assembleia Legislativa, a criação de uma lei estadual para tentar efetivar a própria esposa e amigos próximos com cargos de até R$ 7 mil no quadro de servidor efetivo da ALE e ainda as dúvidas sobre a evolução quase que instantânea do seu patrimônio que o fez ganhar o apelido de Milagreiro. Ainda existem as suspeitas do seu envolvimento com a empresa União Comércio e Serviço LTDA, que mantinha contratos de grandes somas com a Secretaria Estadual de Saúde e que recebeu gordos pagamentos meses antes do período eleitoral. Agora, no Senado Federal ele também é apontado como o principal suspeito de ter fraudado as eleições para a mesa diretora, num dos episódios mais bizarros da história da Casa Legislativa. A lista é extensa e ao que tudo indica, seu filho Jhonatan de Jesus, também do PRB, está seguindo os mesmos passos do pai.

 

Favorecimento

Segundo consta, Jhonatan estaria envolvido no esquema de favorecimento de uma empresa que venceu a licitação para a executar a obra de reforma do Hospital de Bonfim. A assinatura da ordem de serviço foi nesta sexta-feira (14) e a obra irá consumir R$ 3 milhões em recursos públicos a partir de uma emenda indicada pelo do deputado federal. Até aí, tudo bem se não fosse a suspeita levantada de que licitação foi fraudada, ao que tudo indica, com a orientação do jovem parlamentar. Segundo consta, a Comissão Setorial de Licitação da Secretaria Estadual de Infraestrutura teria alterado os valores da proposta para direcionar a escolha da empresa vencedora, PJC Engenharia. O Ministério Público de Contas já estaria acompanhando toda essa movimentação e há risco dos envolvidos responderem criminalmente.

 

 

Desinformados

Chico Rodrigues (DEM) se juntou ao chororó de Telmário Mota (PROS) para reclamar pela carona que o Ministro da Cidadania Osmar Terra deu ao presidente do seu partido, Romero Jucá (MDB) em uma aeronave oficial do governo. Evidente que os dois senadores desconhecem o fato de que foi Jucá, ainda como Senador, que conduziu e aprovou o Marco Legal da Primeira Infância, considerada uma das leis mais avançadas do mundo no que diz respeito aos direitos das crianças de zero a seis anos. Desconhecem também que foi a partir desta lei que o Ministro Osmar, na época prefeito de Santa Rosa, implementou as primeiras ações para a primeira infância no país e que foi esse mesmo documento que possibilitou os investimentos realizado por outras gestões públicas como o Família que Acolhe, da Prefeitura de Boa Vista que hoje é referencia internacional no tema. Ignoram que, com esse currículo, nada mais justo que Jucá participe do evento nacional e ainda tenha sido citado como um dos principais responsáveis pelo avanços conquistados em todo o país nos cuidados com as crianças. Antes de tanto barulho, deveriam primeiro entender qual o motivo da presença do ex-senador no evento e até quem sabe, estudar o Marco Legal da Infância para reconhecer o pioneirismo de Roraima, através do trabalho feito por Teresa Surita (MDB). Com certeza, se os dois senadores buscassem um pouquinho de informação, não estariam pagando esse mico.

 

Aliado

Um veículo de circulação nacional chegou a repercutir essa choradeira sem fundamento e ainda citou o senador Telmário Mota (PROS) como aliado do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Com certeza, o repórter designado para escrever tal matéria teve a sorte de nunca assistir a um dos famosos vídeos que Telmário adora gravar para os grupos de whats. Até pouco tempo, ele fez uma série desses memoráveis vídeos cheios de erros de pronúncia, reclamando do presidente Jair Bolsonaro e que o mesmo teria virado as costas para Roraima. Agora, ele paga de aliado do presidente? Ou foi erro do repórter ou foi mais uma mudança brusca de comportamento de Telmário que aliás, poderia incluir no seu sobrenome a incoerência afinal, ele vive sempre mudando de opinião. Foi assim com seu voto no impeachment da ex-presidenta Dilma Roussef e foi assim, na votação para manter o Coaf sob o comando de Sérgio Moro, onde Telmário manifestou apoio ao Ministro, mas não compareceu na sessão que votou o tema. Quem considera Telmário como aliado não precisa de inimigo.

 


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