Roraima em Alerta

Senadores ausentes na reunião sobre o enquadramento e 41 dias de férias da enteada de Mecias

230919 RR Alerta


Ausentes

Quem participou do evento que tratou do enquadramento de servidores do Ex-Território de Roraima notou a ausência de três parlamentares que seriam muito importantes para contribuir com a agilidade de todo o processo. Simplesmente não estavam no evento os senadores Mecias de Jesus (Republicano), Chico Rodrigues (DEM) e o que não faz falta nenhuma mesmo, Telmario Mota (PROS). Porém, considerando que já existe todo um arcabouço de leis que assegura o enquadramento como direito constitucional, a união da bancada federal seria fundamental para pressionar o Governo a dar continuidade à analise dos processo e especialmente, a inclusão em folha de pagamento.

 

Não quero saber

Dos três senadores ausentes, apenas Telmario tem justificada a sua falta de interesse sobre o tema. Foi ele que, há poucos meses, respondeu grosseiramente a um questionamento feito por um cidadão e afirmou que não queria mais saber da "merda" do enquadramento. Agora também, Telmario não poderá pousar de bom moço quando os trabalho se concretizarem. Aliás, é essa a postura adotada por muitos políticos locais, primeiro não ajudam, depois tentam atrapalhar e por fim, aparecem com publicações em suas redes sociais como se fossem os protagonistas e responsáveis pelo sucesso obtido. O povo tem que acompanhar bem para não se deixar enganar por isso.

 

Onde estavam?

Quanto à Mecias e Chico, nenhum dos dois informou o motivo da ausência. Eles até chegaram a enviar representantes de seus gabinetes, mas é óbvio que esses técnicos não tem o respaldo legislativo para defender o tema. Outra questão que foi levantada por alguns dos presentes é que, se antes existia Romero Jucá (MDB) que explicava, atendia um por um os servidores, agora os três que estão aí, não dominam tecnicamente o assunto e por isso, precisam ser representados pelos seus assessores e até convocar a equipe do Ministério da Economia para esclarecer os interessados no assunto.

 

Close errado

Essa gíria usada pelos mais jovens nas conversas virtuais serve para definir uma ação que acontece na hora errada. Quem idealizou esse evento do enquadramento deu o maior close errado porque basicamente, todas as perguntas feitas pelos participantes se resumiram à "estamos aguardando um parecer da CONJUR, órgão que faz a assessoria jurídica do Ministério. Assim sendo, o ideal seria que o encontro fosse realizado após a obtenção desse parecer, garantindo mais confiabilidade e segurança nas informações repassadas aos interessados.

 

Sentou na janela

Outro dito popular que se aplica ao evento é aquele que diz que a pessoa acabou de chegar e já quer "sentar na janela". Neste caso, é possível ser até mais enfático, teve político de Roraima que está no seu primeiro mandato parlamentar, nunca se envolveu com a questão do enquadramento mas se apresentou como pai da criança. Esse foi o deputado federal Carlos Nicoletti (PSL), enquanto os demais pregaram um discurso de união, de cooperação, o deputado federal demonstrou claramente desconhecer a história do trabalho pelo enquadramento e ainda disparou release para a imprensa e para os grupos de whats, colocando em evidencia que a realização do seminário era ideia dele. É por essas e outras que muita gente se afastou de Nicoletti. Falta um pouco de noção e de respeito por uma história de trabalho e falta muito conhecimento sobre o que é o enquadramento.

 

100 dias

O dia 22 de setembro, ou seja, o domingo marcou os 100 dias para o final de 2019. O tempo está passando de forma acelerada mesmo, mas a Coluna faz essa pontuação para lembrar que 2020 se aproxima e muitas das promessas de campanha feitas pelos parlamentares que se elegeram para representar Roraima nunca saíram do discurso ou do papel. No processo eleitoral criou-se uma expectativa de que tudo seria destravado e resolvido nos seis primeiros meses de mandato e o que a população acompanha é um futuro sem muitas perspectivas. A fronteira segue aberta, as terras ainda não foram tituladas, áreas prioritárias como a saúde, educação e segurança não avançaram. A própria retomada das obras do Linhão de Tucuruí que foi anunciada para junho, continua emperrada nas questões ambientais e indigenistas. E agora, a culpa é quem mesmo, eleitores?

 

Contamos

O Tribunal de Contas do Estado (TCERR) respondeu aos questionamentos feitos sobre as férias consecutivas da blogueirinha Damylla Castelo Branco. Em nota, eles explicam que é direito legal do servidor gozar de 30 dias de férias, podendo esses dias, serem divididos em até três períodos de 10 dias. Pois bem, diante de tanto comentário feito nas redes sociais sobre a rotina da moça que é enteada do senador Mecias de Jesus, o Portal RR em Tempo se deu ao trabalho de conferir uma a uma as publicações feitas pela servidora do TCERR que está atualmente gozando férias em Bali, patrocinada por uma franquia de calçados. Sigam o raciocínio: entre novembro e dezembro de 2018, ela viajou para Paris, conforme publicação em sua própria rede social, 17 dias maravilhosos.

 

Mais férias

Este ano, ela se ausentou de 01 a 26 de junho, esteve em viagem pela Europa, inclusive na companhia do namorado, André Noleto, nomeado para o cargo de Procurador da CAER que conseguiu as férias mesmo sem ter um ano de contrato. Nesta primeira viagem, o Portal vai contabilizar 25 dias, por baixo. Agora, ela está na Missão Bali, que começou dia 6 deste mês com uns dias em Nova York onde esteve acompanhada da mãe e pelo que se fala, do padrasto Mecias também. A Missão ainda está em curso. Somado esse período que ainda não acabou, temos 16 dias nesta viagem. Assim, juntando os dias pela Europa, Nova York e agora Bali, já são 41 dias. Ou seja, mais que os 30 dias de férias que qualquer servidor comum tem direito. Ao TCERR, o Portal cobra uma resposta que seja lógica e sensata e não apenas um Crtl+C/ Crtl+V do que está descrito na legislação. Porque neste caso, a legislação já não é mais suficiente para justificar os 41 dias de ausência. Em Tempo: ela continua no exterior.


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