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Acusado de assassinar sogra grávida e tentar matar ex-companheira e cunhadas é deportado da Guiana

Crimes ocorreram na fronteira com a Guiana e suspeito foi deportado; ele não aceitava o fim do relacionamento com jovem


Local onde teriam ocorridos os crimes, a poucos metros do lado brasileiro da fronteira - Divulgação

A Polícia Civil prendeu Patrício Oliveira da Silva na tarde desta quarta-feira (20) suspeito de ter cometido um homicídio duplamente qualificado e outras três tentativas contra mulheres de uma mesma família. O homem teve a prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Bonfim após representação do Ministério Público Estadual.

O homem estava foragido na Guiana, local onde teriam ocorridos os crimes, a poucos metros do lado brasileiro da fronteira. A Polícia Federal participou da deportação do suspeito. De acordo com as investigações, o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento com a ex- companheira, de 18 anos, e a teria esfaqueado no peito.

Em abril deste ano, ele teria matado ainda a ex-sogra, de 35 anos, que estava grávida de 6 meses. O bebê também não sobreviveu. Oliveira ainda tentou matar as irmãs da ex-esposa, de apenas 11 e 14 anos. A mais velha levou uma facada na barriga. 

INVESTIGAÇÕES

Os crimes aconteceram na parte brasileira, onde fica o município de Normandia. Devido à morte da vítima no Brasil e a constatação que a jovem de 18 anos sofria com agressões constantes do suspeito, as investigações foram feitas pela Polícia Civil de Roraima. Segundo o inquérito policial, os crimes foram premeditados.

Após o deferimento pela prisão preventiva, o Oficialato de Ligação da Polícia Federal na Guiana, junto com o Vice-Consulado do Brasil em Lethem, articulou com autoridades locais para que ocorresse a deportação do suspeito para ser julgado no país de origem. 

PRISÃO

O suspeito chegou ao Brasil no final da tarde e foi recebido pela Polícia Federal e posteriormente entregue à Polícia Civil, onde seguiu para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC). Patrício Oliveira da Silva já tinha sido condenado em 1ª instância em outro processo, no ano de 2017, a 20 anos de reclusão por estupro de vulnerável. Ele respondia em liberdade.

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