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Após cinco tentativas, Câmara encerra ano sem votar orçamento para Boa Vista

Vereadores se ausentaram repetidas vezes, frustrando as tentativas de apreciar a peça enviada pelo Executivo Municipal

Créditos: Da Redação
Apenas cinco vereadores estavam presentes - Divulgação/Câmara de Boa Vista

Boa Vista vai iniciar 2021 sem ter tido orçamento aprovado. Após cinco tentativas frustradas, o presidente da Câmara, Mauricélio Fernandes (MDB), que havia esperado até às 18h40 desta quinta-feira (31) para tentar apreciar a peça, deu por encerrado o ano legislativo.

"Estou saindo com a satisfação de que cumpri meu dever enquanto presidente desta Casa. Ajudei o município com a aprovação de projetos importantes para Boa Vista e ações mais próximas da população, como audiências públicas na Câmara e nos bairros", encerrou Fernandes, que não disputou a reeleição neste ano.

As sessões vinham sendo convocadas desde a semana passada na tentativa de aprovar a proposta que previa R$ 1,4 bilhão para o próximo ano, quando inicia a gestão de Arthur Henrique e Cássio Gomes, ambos do MDB.

Na manhã desta quinta-feira (31), dos 21 vereadores, apenas dois marcaram presença, conforme o painel eletrônico do Parlamento. A prefeita Teresa Surita (MDB) usou as redes sociais nesta semana para dizer que era vítima de perseguição e a ausência dos políticos era para prejudicar o novo gestor.

No início da noite, além do presidente, Idázio Chagas, Júlio César Medeiros, Manoel Neves e Zélio Mota estavam presentes, mas não formaram quórum.

Fontes da Coluna Roraima Alerta afirmaram que o embaraço formado para não aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) tem interferência política do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Jalser Renier (SD). Ele nega as acusações. Contudo, a votação aberta determinada pela Justiça Estadual não o agradou.

Como a LOA não foi votada, Arthur Henrique terá de gerir o mesmo orçamento de 2020, estimado em R$ 1,3 bilhão, até que seja aprovado o projeto.

LOA

É na Lei Orçamentária que são estimadas as receitas e fixadas as despesas da prefeitura. Na elaboração, cabe ao Câmara de Vereadores avaliar e ajustar a peça enviada pelo Executivo Municipal. É nela que se determinam as prioridades da gestão.