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Em Boa Vista, acidentes de trânsito reduziram 32% nos primeiros quatro meses do ano

Neste ano, já foram registradas 78 mortes decorrentes da violência no trânsito

Créditos: Bryan Araújo
Levantamento do Detran-RR também lista as principais infrações de trânsito registradas em Roraima - Divulgação

Dados do Departamento Estadual de Trânsito de Roraima (Detran-RR) apontam que Boa Vista registrou 604 acidentes de trânsito entre janeiro e abril de 2019. Isso equivale em média, 150 acidentes por mês. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o número mostra uma redução de 32% dos acidentes registrados na capital.

No período do levantamento, abril foi o mês com o maior número de acidentes de trânsito. Em relação aos dados dos últimos cinco anos, 2019 é o ano com o menor número de acidentes, com uma redução de 54% dos casos em comparação ao mesmo período em 2015.

Os dados do Detran-RR revelam ainda a quantidade de mortes ocorridas em acidentes de trânsito nos primeiros seis meses do ano. Neste ano, já foram registradas 78 mortes, sendo um aumento de 4% dos casos em relação ao ano mesmo período do ano anterior.

O número de mortes registrado no primeiro semestre de 2019 só é menor em relação ao ano de 2015, quando o Estado registrou 86 acidentes com vítimas.

INFRAÇÕES

O levantamento divulgado pelo Detran-RR também lista as principais infrações de trânsito registradas em Roraima. Dirigir sem cinto de segurança ocupa o primeiro lugar no ranking, com mais de 22,4 mil infrações notificadas no ano passado.

Conduzir sob influência do álcool ocupa a 9ª posição no ranking, onde foram registradas 510 infrações em todo ano passado. Ao todo, entre 2014 e 2018, mais de 3 mil pessoas foram autuadas por dirigir após consumo de  álcool. 

Em relação ao número de acidentes de trânsito com pessoas embriagadas envolvidas, 79 casos foram registrados entre janeiro e abril deste ano.

PESQUISA

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que 9,3% dos motoristas entrevistados em Boa Vista admitiram dirigir sob efeito de álcool, condição que afeta a concentração e pode aumentar o risco de acidentes. Quando comparada a pesquisa do ano anterior, esse índice sofreu uma redução de 20%.

Os dados integram a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados em julho.

A situação também é maior entre homens do que entre mulheres em Boa Vista, na comparação entre ambos os gêneros, a quantidade de homens que dirigiu sob efeito de bebidas alcoólicas em 2018 foi de 14,6%. Já entre mulheres esse índice foi de apenas 4,3%.

A frequência geral variou de 2,2% em Recife a 14,2% em Palmas. As maiores frequências entre homens foram observadas em Palmas (22,4%), Teresina (21,7%) e Florianópolis (17,7%) e, entre mulheres, em Florianópolis (7,0%), Palmas (6,7%) e Campo Grande e Teresina (4,7%).

As menores frequências, entre os homens, ocorreram em Recife (4,1%), Rio de Janeiro (4,5%) e Vitória (5,6%) e, entre as mulheres, em Belém (0,6%), Recife (0,7%) e Salvador e Vitória (1,1%).

No conjunto das 27 cidades, 5,3% dos indivíduos referiram conduzir veículo motorizado após consumo de bebida alcoólica, sendo essa proporção notadamente maior em homens (9,3%) do que em mulheres (2,0%).

CONDUTORES

Em ambos os sexos, a frequência de dirigir após o consumo de bebida alcoólica diminui a partir dos 25 anos de idade. Tanto em homens quanto em mulheres, a frequência dessa condição aumenta fortemente com o nível de escolaridade.

Além disso, de acordo com a pesquisa o consumo abusivo de álcool - quatro ou mais doses de bebida na mesma ocasião - aumentou 13% na população adulta de Boa Vista entre 2017 e 2018.

De acordo com o estudo, em 2018, 20% da população boa-vistense pesquisada ingeriu bebidas alcoólicas acima do recomendado. Já em 2017, apenas 17,4% da população adulta estava em situação de consumo abusivo de álcool.

Na Capital, o uso excessivo é três vezes maior entre homens do que entre mulheres. Na comparação entre sexos, a quantidade de homens que consumiu álcool em 2018 foi de 30%. Enquanto que entre as mulheres foi somente de 10%.

A pesquisa considera uso excessivo a ingestão de quatro ou mais doses para mulheres, ou cinco ou mais doses para homens, em uma mesma ocasião em relação aos últimos 30 dias anteriores à data da pesquisa.

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