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Deputado cita denúncias e não descarta possibilidade de nova convocação da secretária de Educação

Meses atrás, secretária Leila Perussolo já teve de prestar esclarecimento sobre as denúncias envolvendo a Pasta

Créditos: Josué Ferreira
Evangelista Siqueira é presidente da Comissão de Educação - Divulgação/ALERR

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALERR) voltou a se reunir na sessão dessa quarta-feira (21). Durante os debates, o presidente da Comissão, deputado Evangelista Siqueira, citou denúncias enviadas aos membros, como falta de professor em Santa Maria do Boiaçú, região do Baixo Rio Branco, em Rorainópolis.

Questionado pelo Roraima em Tempo se existe a possibilidade de convocar novamente a secretária de Educação, Leila Perussolo, caso os problemas nas unidades de ensino persistam, ele afirmou positivamente.

"Se os problemas permanecerem, se o governo não der uma resposta para o povo, se a secretária e a secretaria de educação não nos fornecerem os dados que a Comissão necessita para fazer o seu trabalho, nós vamos convocá-la, sem dúvida", assegurou o parlamentar.

Siqueira disse ainda que há denúncias de pais de alunos sobre a falta de professores, merenda escolar e transporte, tanto na capital como no interior. Segundo ele, por se tratarem de informações não oficiais, a Comissão vai encaminhar ofício à secretaria solicitando um parecer sobre "o que tem de verdade, o que tem de boato".

"As aulas retornaram, mas já começa a chegar à Comissão as mesmas necessidades que nós havíamos cobrado antes. Falta de professor, falta de alimentação, falta de transporte escolar falta de material pedagógico. De tudo isso, o mais grave, é a falta de professor, porque sem o professor em sala de aula o processo de educação não acontece", avaliou o presidente da Comissão de Educação.

CALENDÁRIO ESCOLAR

O calendário das escolas estaduais, segundo o parlamentar, já está prejudicado. Ele lembrou que no início do ano houve mudanças por diversas vezes na data de início das aulas. Na capital o ano letivo começou no dia 7 de março,  no interior dia 9 de abril. Já nas comunidades indígenas, os estudantes retornaram apenas no dia 20 de maio. A previsão para eles é terminar o calendário no ano que vem.

"O calendário está prejudicado desde o início, quando o governo prometeu que iniciaria num dado momento, suspendeu para outra data, e na outra data, e foi postergando, e as aulas não iniciaram da forma que deveriam acontecer. O prejuízo intelectual desses alunos é imensurável, o transtorno para famílias é outro fator", comentou.

E continuou: "Nós temos uma gama de professores que durante o recesso precisam fazer sua capacitação, estudar fora do Estado. A secretaria pensou nisso? Pensou na programação familiar? São questionamentos que quem tem de responder é o governo", finalizou.

EDUCAÇÃO

A Seed (Secretaria de Educação e Desporto) informa que os professores contratados por meio de processo seletivo para atender as escolas da rede estadual em Santa Maria do Boiaçu desistiram de atuar na região.

Por essa razão, o DRH (Divisão de Recursos Humanos) da Seed tem convocado os profissionais do quadro reserva do referido processo seletivo para suprir as necessidades da localidade.

Além disso, a Secretaria está com novo processo seletivo para contratação de 12 professores, que atenderão cerca de 100 alunos da modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos) no 3° segmento (Ensino Médio) na forma modular na Escola José Bonifácio e também em salas anexas, distribuídas nas vilas do Baixo Rio Branco. 

Ressalta que, além da Vila Santa Maria do Boiaçu, serão atendidas as vilas de Sacaí, Cachoeirinha, Caicubi, Canauani, Itaquera e Remanso, localizadas nos municípios de Caracaraí e Rorainópolis. Em 2020 a Seed vai implantar na região o Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano).

Em relação a merenda escolar, as escolas da região foram abastecidas recentemente e no inicio do mês de setembro receberá mais mantimentos.

A Seed esclarece que não tem mais a atribuição de adquirir materiais didáticos para as escolas, pois elas são atendidas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e recebem recursos financeiros ppr meio da Associação de Pais e Mestres para a compra dos materiais necessários.

Sobre o transporte escolar, a Seed informa que é feito de forma fluvial e a Secretaria não dispõe de contrato para esse tipo de serviço, mas se houver demanda os gestores das escolas devem entrar em contato com a Secretaria e fazer a solicitação.

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