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Estudo mostra que 64% dos boa-vistentes passam mais de 3h na TV, tablet ou celular

Índice é maior entre pessoas que têm ensino superior completo, sendo mais de 70%

Créditos: Winicyus Gonçalves
Entre as capitais, Boa Vista é a nona com mais pessoas ultrapassando o tempo sugerido - Divulgação

Um estudo inédito do Ministério da Saúde aponta que 64,3% da população adulta em Roraima passa três ou mais horas do dia vendo televisão ou usando computador, tablet ou celular. Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônica por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2018, divulgados no dia 25 de julho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que as pessoas não ultrapassem três horas por dia assistindo televisão ou usando gadgets ou computadores. Em abril deste ano, a OMS divulgou uma recomendação que crianças de até cinco anos de idade não devem passar mais de 60 minutos por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone, computador ou TV.

Além disso, bebês com menos de 12 meses de vida não devem passar nem um minuto na frente de dispositivos eletrônicos. As orientações fizeram parte de conscientização da agência da ONU sobre sedentarismo e obesidade.

A pesquisa foi feita em todas as capitais brasileiras por meio de ligações telefônicas, com o objetivo de monitorar a frequência e a distribuição dos principais causas de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT), como obesidade e tabagismo, por exemplo.

RANKING

No levantamento, Boa Vista foi a nona capital com mais pessoas que usam os dispositivos eletrônicos.

Entre os homens, o número é maior: 68,3% ultrapassam o tempo recomendado, o que fez com que Boa Vista ficasse entre as sete capitais quando se consideram apenas o sexo masculino. Entre as mulheres, o número foi de 62%.

BRASIL

No conjunto das 27 capitais brasileiras, a frequência de adultos que gastam três horas ou mais por dia do seu tempo livre assistindo televisão ou usando computador, tablet ou celular foi de 63,3%.

Acima de Boa Vista no levantamento ficaram o Rio de Janeiro (68,6%), Macapá (68,3%), Salvador (66,6%), Florianópolis (66,4%), Manaus (65,1%), Belém (65,1%), Vitória (64,8%) e Porto Alegre (64,8%).

O percentual foi ligeiramente maior entre homens (65,0%) do que entre mulheres (61,9%). Em ambos os sexos, a frequência dessa condição diminui com a idade e alcança os menores valores no extrato de menor escolaridade.

Levando-se em conta a faixa etária, a maior porcentagem foi registrada entre jovens de 18 a 24 anos, com 81,3%. Apenas na faixa entre idosos a partir dos 65 anos (43,8%) que menos da metade usam os aparelhos dentro do limite recomendado . Pessoas entre 25 e 34 anos (74,3%), 35 e 44 anos (62,8%), 45 e 54 anos (55,5%) e 55 e 64 anos (50,5%) ficam acima do tempo sugerido pela OMS, de acordo com o levantamento.

ESCOLARIDADE

O índice é maior também entre pessoa que tem o ensino superior completo, cerca de 70,1% usam os aparelhos eletrônicos por mais de três horas. O número diminui um pouco entre os que chegaram a cursar ensino médio (69,6%) e chega a menos da metade quando estudaram até o ensino fundamental (48,3%).

FoMO

A OMS alerta ainda que o uso constante e excessivo dos smartphones está relacionado a um conceito relativamente novo, e que é abreviado em apenas quatro letras: FoMO, o Fear of Missing Out (Medo de Perder Alguma Coisa). O conceito é definido como "apreensão constante de que os outros estão vivendo experiências recompensadoras da qual o indivíduo está ausente", o que pode ser um gatilho provocador de doenças emocionais como a depressão ou Síndrome do Pânico.

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