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Ex-governadora critica atual gestão e se pronuncia sobre dívida do Estado

Suely Campos foi às redes sociais afirmar que números comprovam que não houve aumento dos débitos durante a gestão dela

Créditos: Da redação
Suely Campos, durante recepção de Denarium após eleições do ano passado - Reprodução/Facebook/Suely Campos

Após o Roraima em Tempo divulgar os dados do Tesouro Nacional, que apontam dívida do Estado de apenas R$ 1,9 bilhão, a ex-governadora Suely Campos (PP) foi às redes sociais afirmar que os números comprovam que não houve aumento dos débitos durante a gestão dela.

Mesmo com todos os imbróglios envolvendo o governo da progressista, como Operações da Polícia Federal na Educação e Segurança, ela criticou a postura do atual governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL).

"A responsabilidade com a verdade faz parte do que aprendi com meus pais e do que desejo a Roraima e ao nosso povo. O Tesouro Nacional divulgou agora números comprovando que no meu Governo não houve aumento da dívida de Roraima como, de forma irresponsável, é divulgado pela atual administração", criticou a progressista.

O Tesouro Nacional divulgou na segunda-feira (12), dados do balanço das dívidas consolidadas em 2018 pelos Estados. Roraima aparece na 20ª posição, com R$ 1,9 bilhão em dívidas consolidadas, o que corresponde a 32,9% das Receitas Líquidas Correntes. O dado, assim, mostra-se diferente dos R$ 6 bilhões anunciados por Denarium (PSL).

"Recebi dívidas antigas e mesmo sem fazer novos empréstimos, lutei para melhorar a vida das pessoas, como a implantação de 18 Escolas Militarizadas, a conclusão e inauguração do Hospital das Clínicas, a contratação de 2 mil servidores públicos e a valorização de várias carreiras com PCCRs", comparou Suely Campos.

Suely não foi diferente ao assumir o Estado. Durante a administração acusou o ex-governador José de Anchieta de contrair dívidas milionárias, que custavam aos cofres públicos todos os meses R$ 22 milhões. A ex-gestora ainda tentou um empréstimo de mais de R$ 100 milhões para sanar débitos, mas a proposta foi barrada na Assembleia Legislativa.

O desequilíbrio nas contas do Estado levou a uma intervenção federal integral em Roraima, em dezembro do ano passado, a primeira no Brasil. À época, durante o governo de Suely Campos, os salários dos servidores atrasaram por mais de três meses, desencadeando uma onde de protestos por vários municípios de Roraima.

Com a intervenção, ela foi afastada do cargo 20 dias antes do término do mandato. Para ajudar o Estado, o governo federal conseguiu enviar R$ 225 milhões. O dinheiro regularizou o pagamento dos servidores, bem como repasses constitucionais aos municípios.

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