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Fiocruz indica que mortes por coronavírus têm crescimento diário de 5,3% em Roraima

Período de análise vai de 31 de janeiro a 20 de fevereiro; nessas semanas foram confirmadas 181 mortes no estado

Créditos: Josué Ferreira
Em três semanas, Roraima confirmou 181 mortes - Divulgação

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que Roraima tem crescimento diário de 5,3% no número de mortes por coronavírus. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26) e colocam o estado em primeiro lugar entre todas as unidades federativas.

Levantamento feito pelo Roraima em Tempo mostra que de 31 de janeiro a 20 de fevereiro, período analisado pela Fiocruz, foram confirmados 181 óbitos pela doença no estado, uma média de 9 mortes por dia, passando de 856 para 1.037.

"Manutenção de altos índices da doença, bem como a sobrecarga de hospitais, podem ser ainda decorrentes de exposições ocorridas no final de 2020 e em janeiro de 2021, com a ocorrência de festas de fim de ano, festivais clandestinos e intensificação de viagens", cita o boletim.

Nessas mesmas semanas, Roraima registrou 5.342 novos casos da doença, uma média de 267 por dia (0,5%). Atualmente, são 81.281 confirmações e 1.092 mortes. Outras 84 seguem em investigação.

"Apesar das pequenas variações observadas nas três últimas semanas epidemiológicas, nenhum estado apresentou tendência significativa de queda no número de casos e óbitos por Covid-19", reforça a Fiocruz.

O boletim mostra que nas semanas anteriores a esse período, Roraima já apresentava tendência de aumento no número de mortes, o que se concretizou nos dias seguintes, de acordo com a fundação.

UTI

A Fiocruz alertou sobre a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Roraima apresentou taxa de 82%, o que pode colocar o estado em zona crítica nas próximas semanas. Conforme a Sesau, até ontem eram 90 leitos de tratamento intensivo, com 72 deles preenchidos (80%).

"Esta é apenas a ponta do iceberg. A sobrecarga no sistema de saúde impacta a qualidade dos serviços, o acesso da população aos cuidados de saúde, seja para a própria Covid-19, seja para outros problemas, e resultados assistenciais. Também impacta simultaneamente os trabalhadores da saúde", cita a instituição.