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Governador de Roraima mantém suspensão do transporte interestadual até 15 de março

Denarium levou em consideração as recomendações da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde

Créditos: Da Redação
Decreto foi assinado nesta terça-feira (23) - Divulgação/Governo de Roraima

A suspensão do transporte interestadual em Roraima foi prorrogada até o dia 15 de março, informou o governo nesta terça-feira (23). A medida é para conter o avanço da pandemia de coronavírus. 

Pelo decreto, não podem circular pessoas em ônibus e micro-ônibus, sejam públicos ou privados, vans, táxis e transporte por aplicativo, inclusive os compartilhados e os tipo lotação. Só estão liberados transporte de cargas e produtos essenciais e veículos destinados à interiorização de imigrantes.

Denarium levou em consideração as recomendações da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), que sugeriu a manutenção das proibições de circulação de transporte interestadual. Ele também levou em conta o cenário da Covid-19 no Amazonas e o aumento de casos e ocupação de leitos em Roraima.

O estado chegou a 80.097 diagnósticos de coronavírus e 1.061 mortes, com outras 94 em investigação. Dos 90 leitos de terapia intensiva no Hospital Geral de Roraima (HGR), 65 estavam ocupados (72%); 162 dos 169 clínicos tinham pacientes em tratamento (96%); enquanto os 10 semi-intensivos estavam preenchidos.

"Estamos preocupados com os casos de contaminação, e mantivemos a suspensão por mais 15 dias, porque o governo está preocupado com a saúde e a vida de todos. Seguimos com o trabalho de vacinação e logo, se tudo der certo, estaremos vacinados e teremos vencido essa guerra", declarou Denarium.

Caso haja descumprimento do decreto, órgãos da Segurança Pública e de fiscalização estão autorizados a aplicar sanções previstas em lei.

DECRETO

A suspensão dos transportes intermunicipal e interestadual ocorreu no dia 25 de janeiro. Naquela semana, o gestor disse que estudava ações mais enérgicas de combate à doença, tendo em vista o agravamento no Amazonas, que refletia em Roraima.

No dia 10 de fevereiro, ele recuou e permitiu que transportes intermunicipais voltassem a operar, desde que com 50% da capacidade. A classe interestadual reagiu, afirmou que as medidas poderiam ser aplicadas a todos e projetou prejuízo de R$ 8 milhões.

 

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