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Homem é decapitado em comunidade indígena ao negar bebida a adolescentes

Dois menores suspeitos do crime já foram detidos pela PM; dupla saiu para furtar objetos de casas quando mataram vítima

Créditos: Winicyus Gonçalves
Vítima era moradora da comunidade indígena do Jabuti - Divulgação

Um homem, identificado como Jocelino Pereira Andrade, de 32 anos, foi decapitado na manhã desse domingo (4) na comunidade indígena do Jabuti, no município do Bonfim, ao Norte de Roraima. Dois adolescentes de 16 anos, suspeitos de ter assassinado a vítima, confessaram o crime e foram detidos.

De acordo com informações da Polícia Militar, um dos menores disse que tiveram a ideia de arrombar casas para furtar objetos. Aos militares, os suspeitos disseram que não conseguiram levar nada. Eles saíram caminhando pela comunidade, quando se depararam com Jocelino com uma garrafa de cachaça.

Ao pedirem bebida, a vítima lhes negou. Os dois tentaram, então, tomar a garrafa do homem, que teria sacado uma faca da cintura e deferido um golpe contra um dos menores, mas não acertou. "Eles derrubaram a vítima no chão, tomaram a faca e [um dos suspeitos] golpeou várias vezes no pescoço de Jocelino", informou a PM.

AMARRADO

O corpo foi encontrado por moradores da comunidade horas depois do crime, com a cabeça sobre o peito da vítima. A área foi isolada pelos próprios moradores e alguns deles identificaram um dos suspeitos e o amarrou no tronco do 'Malocão', lugar onde os indígenas se reúnem, até a chegada da Polícia Militar. No fim da manhã, os militares capturaram o outro suspeito.

A dupla foi levada à Delegacia de Bonfim para prestar depoimento. A faca usada no crime foi encontrada jogada em um matagal. O corpo de Jocelino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML)

VIGILÂNCIA

Os indígenas do Jabuti chegaram a formar um grupo de vigilância para proteção da comunidade. A ação, no entanto, não teria sido suficiente para diminuir o crescimento da violência no local, de acordo com um morador da comunidade que não quis se identificar.

"A própria comunidade está aceitando que pessoas de outros lugares vivam aqui. Nem sabemos de onde eles vieram", relatou o morador.

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