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Ministério Público quer que refugiados sejam testados para Covid-19 pela Operação Acolhida

Órgão propôs que o Núcleo de Saúde da força-tarefa seja expandido para evitar o agravamento da doença

Créditos: Da Redação
Órgãos ressaltaram preocupação com entrada desordenada por rotas clandestinas - Divulgação

O Ministério Público de Roraima (MPRR) quer ampliar o funcionamento do Núcleo de Saúde da Operação Acolhida para realizar testes para coronavírus em refugiados venezuelanos em Boa Vista. O interesse foi manifestado em audiência com representantes da Casa Civil da Presidência da República, nesta quarta-feira (3), em Brasília.

Além do MP Estadual, o encontro contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e das Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado de Roraima (DPE-RR).

A entrada irregular e indiscriminada de venezuelanos em situação de vulnerabilidade pelo município de Pacaraima, Norte de Roraima foi um dos temas abordados.  Mesmo que a União tenha determinado o fechamento da fronteira em março de 2020, os imigrantes continuam ingressando no país por rotas clandestinas.

Segundo o Governo do Estado, mais de 500 imigrantes venezuelanos ingressam no país por dia. O procurador de Justiça do MPRR, Edson Damas, ressaltou que mesmo não possuindo solução imediata, a entrada de pessoas do país vizinho precisa ser assistida de perto, para impedir o agravamento da situação epidemiológica do estado.

"A ideia é que a Operação Acolhida assista a esses grupos e, para tanto, pedimos maior estruturação do Núcleo de Saúde da Operação, aumento da capacidade de atendimento para que tenhamos controle da questão sanitária, inclusive que seja feito o teste de Covid-19 nesses imigrantes", destacou.

Na prática, essa assistência teria como prioridade imigrantes em situação de maior vulnerabilidade, atendendo a grupos específicos para identificação e acolhimento, como indígenas, crianças e adolescentes acompanhados do núcleo familiar, pessoas com problemas graves de saúde e pessoas cuja integridade e segurança física estejam em risco.

No início de janeiro, o Roraima em Tempo já havia noticiado o funcionamento do Núcleo de Saúde, no bairro Pricumã. Na época, o coordenador da Acolhida, general Antonio Manoel Barros, afirmou que mesmo incompleta, a estrutura da unidade atendeu cerca de mil pessoas nos três primeiros meses de funcionamento. Mesmo assim, diagnósticos para o coronavírus ainda não estão disponíveis.