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Mulheres de militares fecham batalhões da PM em 6 cidades e cobram salários atrasados

Aderiram à manifestação Boa Vista, Rorainópolis, Caracaraí, Pacaraima, Caroebe e São João da Baliza


Em Pacaraima, protesto ocorre desde as primeiras horas de hoje

Na manhã desta quarta-feira (5), as esposas e familiares de militares fecharam mais dois batalhões da Polícia Militar (PM). Desta vez, foram as cidades de Pacaraima e Caroebe. Com mais estes locais, subiu para seis o número de quartéis interditados pelos familiares. Eles impedem a entrada e saída de viaturas por tempo indeterminado.

As manifestações começaram no município de Boa Vista há cerca de 40 dias, quando as mulheres se reuniram em frente ao Palácio Senador Hélio Campos, onde permanecem até hoje. Desde então, outros familiares aderiram ao manifesto pelos municípios do Estado. Apenas as viaturas que já estavam foram dos pátios têm atendido as ocorrências.

Em todos os pontos de greve, as mulheres recebem doações de cestas básicas, produtos de higiene pessoal e limpeza, além de fraldas e leite. Os produtos ajudam as famílias que passam por dificuldades financeiras, devido à falta de pagamento há mais de 60 dias.

EM BOA VISTA

O movimento começou após o atraso do pagamento dos salários referentes ao mês de setembro. A princípio, as mulheres protestaram em frente à Assembleia Legislativa no mês de outubro e, depois de notarem que não surtiu efeito, montaram acampamento em frente ao Palácio do Governo.

Há quase duas semanas, as mulheres fecharam dois batalhões na cidade: o Comando de Policiamento da Capital (CPC), no Centro, e o 2º Batalhão da Polícia Militar, no bairro Pintolândia. Elas usaram correntes e cadeados, obrigando os militares a entrarem e saírem a pé. No CPC, apenas advogados e policiais podem transitar. 

RORAINÓPOLIS

Após uma série de manifestações em apoio ao movimento da capital, as esposas também decidiram fechar os portões da sede da 3ª Companhia de Policiamento Militar em Rorainópolis, no dia 3 de dezembro.

No município, a entrada dos policiais é liberada livremente. No entanto, as viaturas foram retidas e não podem sair para atender as ocorrências. Pelo menos quatro estão no pátio e só saem em caso de 'vida ou morte', afirmaram as manifestantes.

De acordo com uma das esposas, a situação está complicada, mas alguns empresários têm ajudado as famílias em condições de maior vulnerabilidade.

"Na minha casa já está faltando comida. Como vamos fazer?", questionou a mulher. 

CARACARAÍ

No município de Caracaraí, no Sul de Roraima, as mulheres fecharam o batalhão no dia 4 de dezembro, onde acampam até agora. As esposas dos policiais e bombeiros militares do município não são favoráveis ao pagamento de salários com recursos do Instituto de Previdência (Iper).

De acordo com informações já veiculadas pelo Roraima em Tempo, os portões estão fechados com cadeados e seguirão assim até que o pagamento dos meses atrasados seja feito.

PACARAIMA

Na manhã dessa quarta-feira (5) as esposas dos policiais passaram a bloquear passagem da Companhia de Policiamento de Pacaraima, único batalhão do município. Cerca de 20 mulheres usaram correntes e cadeados para impedir a passagem das viaturas.

Uma das organizadoras, Jeane Lopes, afirmou que entraram para o terceiro mês sem salário, e a situação é 'triste'.

Ela acredita que falta um 'olhar a mais para a população', por parte dos representantes políticos do Estado. "Como esses guerreiros vão trabalhar? Só por amor à farda? Que situação é essa?", declarou, ao acrescentar que o protesto é pacífico.

CAROEBE

Quem também aderiu aos protestos nessa quarta-feira foi o município de Caroebe, localizado no Sul do Estado de Roraima. Da mesma maneira que acontece em outras cidades, as esposas trancaram o batalhão por tempo indeterminado.

"As meninas amanheceram lá hoje e não vão deixar sair nenhuma viatura, e vão continuar firmes assim como nos outros manifestos", informou Jeane Lopes.

SÃO JOÃO DA BALIZA

De acordo com informações apuradas pela reportagem, as famílias de militares também protestam e impedem a passagem de viaturas em São João da Baliza. 

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