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Novo Ensino Médio começa a ser implementado a partir do próximo ano em Roraima

Escolas terão até 2022 para aumentar carga horária das aulas de 880 para 1000 horas anuais

Créditos: Bryan Araújo
Carleide Schrann explica que serão adotadas estratégias de diálogo com os envolvidos no processo de ensino - Edinaldo Morais/Roraima em Tempo

A Secretaria Estadual de Educação (SEED) realizou, na sexta-feira (9), uma reunião com técnicos da pasta para debater a implementação do Novo Ensino Médio nas escolas públicas e privadas de Roraima. O novo programa, estimulado pelo Ministério da Educação (MEC), possui carga horária 14% maior do que modelo estadual antigo.

Em Roraima, o programa será instituído a partir de 2020 em 21 escolas, sendo nove na capital, sete no interior e cinco escolas indígenas. Conforme o MEC, as unidades de ensino terão até 2022 para ampliar a carga horária da matriz curricular.

A grade das escolas roraimenses deve passar de 880 para 1000 horas anuais. O antigo ensino médio somava 2.640 horas nos três anos. Agora, serão três mil horas de aulas no período ao longo dos três anos.

Em entrevista ao Roraima em Tempo, a chefe da Divisão de Ensino Médio e Educação Profissional, Carleide Schrann, explicou que para a implementação do programa serão adotadas estratégias de diálogo com os envolvidos no processo de ensino.

"Começamos esse processo com a formação continuada dos profissionais de ensino, tendo como centralidade o currículo escolar de forma integrada e interdisciplinar, que será premissa constante do trabalho dos professores e gestores da educação", relata.

De acordo com ela, as intuições de ensino estão passando por pesquisas com os alunos, docentes, servidores, pais e comunidade do entorno para contemplar na proposta de flexibilização curricular.

"Essas pesquisas vão possibilitar o fortalecimento do protagonismo juvenil, principalmente no que se refere à escolha do seu percurso de aprendizagem e também para as ações voltadas à construção do projeto de vida dos estudantes", esclarece Carleide. 

IMPLEMENTAÇÃO

Do total de três mil horas de aulas, 1.200 horas devem ser destinadas à oferta dos chamados "itinerários formativos": uma formação à parte da obrigatória em que o estudante pode escolher a área de conhecimento ou formação técnica para aprofundar os estudos a partir das preferências e intenções de carreira.

As escolas devem oferecer aos alunos pelo menos um "itinerário formativo". As opções deverão ser organizadas por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares com foco em: 

  • Linguagens e suas tecnologias;
  • Matemática e suas tecnologias;
  • Ciências da natureza e suas tecnologias;
  • Ciências humanas e sociais aplicadas;
  • Formação técnica e profissional.

As 1.800 horas restantes, a coordenadora-geral de Ensino Médio substituta do MEC, Adriana Andrés, afirma que serão destinadas para a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

"Parte das secretarias Estaduais de Educação já iniciaram a elaboração do Plano de Implementação do Novo Ensino Médio e o MEC dará suporte técnico por meio do Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio que conta, neste momento, com a adesão de 23 unidades da Federação".

A implementação será realizada de forma progressiva para ampliar o número de escolas a cada ano. "Isso vai depender das condições concretas de cada secretaria", ressalta a coordenadora.

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