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Policiais protestam em Roraima e exigem mesmos benefícios de militares na reforma da Previdência

Presidente do Sindicado dos Servidores da Polícia Federal, Renato Carvalho, explicou que os policiais fazem parte da União dos Policiais do Brasil

Créditos: Josué Ferreira e Yara Walker
Ato reúne cerca de 50 pessoas em frente à Assembleia de Roraima - Yara Walker/Roraima em Tempo

Policiais Civis, Federais e Rodoviários Federais de Roraima, fazem uma manifestação na manhã desta terça-feira (18) na Praça do Centro Cívico. Eles exigem tratamento similar aos dos militares na reforma da Previdência, que deve ser votada na comissão especial da Câmara na semana que vem. Cerca de 50 pessoas participam do ato.

"Há algumas regras que, por serem específicas à carreira militar, não se aplicam a gente, mas outras tantas dizem respeito a servidores civis comuns e, essas regras, queremos que sejam aplicadas aos servidores da segurança pública", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Roraima, Leandro Almeida.

Almeida complementou que a justificativa do governo federal é de que as regras aplicadas aos militares se dão porque os servidores têm risco de vida, não têm FGTS, são de dedicação exclusiva, e todos esses requisitos, segundo ele, se aplicam aos policiais civis, federais e rodoviários federais.

"Por isso nós estamos fazendo esse movimento em todos os estados, em frente à Assembleia Legislativa, e a finalidade é organizar uma caravana com rumo a Brasília, com data a definir. Aqui é o ato preparatório. Vamos discutir a logística de como chegar à capital federal", explicou o presidente da entidade sindical.

O presidente do Sindicado dos Servidores da Polícia Federal, Renato Carvalho, explicou que os policiais fazem parte da União dos Policiais do Brasil (UPB), cujo objetivo é discutir a reforma da Previdência. Segundo ele, a nova proposta governamental atinge a carreira de todos os policiais civis, federais e rodoviários federais.

"Ele traz grandes problemas para as categorias. Tira a paridade, integralidade e risco de vida. Diminuir as pensões de, caso o policial que morra em serviço, a família fica desamparada. Vamos discutir tudo o que foi encaminhado para modificação da Previdência. É um movimento embrionário e vi depender de como a Previdência vai ser tratada dentro do congresso", declarou.

Exemplos do que está diferente e eles desejam mudar: 

Pensão para viúvas

- Para Forças Armadas e policiais militares: se o cônjuge morrer, viúvas terão pensão integral e vitalícia

- Para policiais federais e civis: benefício só valeria para mortes "em serviço", e não "em decorrência do serviço"

- Para guardas municipais: não terão direito ao regime de PMs e Forças Armadas.

Salário integral na aposentadoria

- Forças Armadas e policiais militares: terão aposentadoria com o último salário recebido integral

- Policiais federais e civis: precisarão trabalhar mais para terem direito ao mesmo benefício. Para sindicatos, texto não dá segurança.

- Guardas municipais: não terão direito a esse benefício.

Paridade salarial

- Forças Armadas e policiais militares: aumentos de salário aos funcionários na ativa serão concedidos também aos aposentados

- Policiais federais e civis: não terão esse benefício.

- Guardas municipais: não terão direito a esse benefício.

Regra de transição

- Forças Armadas e policiais militares: terão regra de transição para amenizar prejuízos com a reforma da Previdência

 - Policiais federais e civis: não terão esse benefício

- Guardas municipais: não terão direito a esse benefício.