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Postos de Boa Vista já aplicam novo aumento da gasolina; litro chega a R$ 4,54

Aumento ocasionado por anúncio da Petrobras causou insatisfação nos consumidores


Postos de Boa Vista já repassaram o aumento na manhã dessa quarta-feira (1°) - Edinaldo Morais/Roraima em Tempo

Os postos de Boa Vista já aplicaram o aumento de 3,5% da gasolina, anunciado na noite de segunda-feira (29) pela Petrobras. O reajuste é o maior do ano e provoca uma alta de R$ 0,07 no litro do combustível nas refinarias da estatal. Por isso, fez o preço da gasolina disparar na capital. Em alguns postos, já é possível encontrar o litro por R$ 4,50.

Este já é o terceiro aumento da gasolina em abril. Somente neste ano, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras já acumula alta de 35,5%. Nos postos, porém, a alta é menor, de 3,7%, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). É o maior patamar desde 23 de outubro do ano passado (R$ 2,0639).

Os preços foram reajustados já no início da manhã dessa quarta (1°) em Boa Vista. A maior parte dos postos passou a cobrar mais de R$ 4,40 pelo litro do combustível. Em um posto na Avenida Ville Roy, no São Vicente, zona Sul de Boa Vista, a gasolina comum saía por R$ 4,44 em dinheiro e por R$ 4,54 no cartão.

Ainda de acordo com a ANP, antes do reajuste, o valor de venda do litro da gasolina em Boa Vista variava entre R$ 4,15 e R$ 4,29, com a maioria girando em torno dos R$ 4,27.

O novo reajuste desagradou os consumidores. "A gente já não sabe se procura o posto mais barato ou se coloca no primeiro posto que encontra. Parei porque todos estão cobrando quase R$ 4,50. É um absurdo!", comenta o professor Júlio Rocha. "Está caro demais e com a situação na Venezuela, a situação pode acabar refletindo ainda mais no preço cobrado aqui", reforça o auxiliar de logística Reinaldo Santos.

Em nota, o Sindicato dos Postos de Combustível de Roraima (Sindipostos-RR) afirma  que não tem a finalidade e nem opera com a regulação dos valores praticados por seus associados, não tendo, portanto, qualquer responsabilidade, atribuição ou gestão no valor do combustível.

Ainda conforme o sindicato, "os preços dos combustíveis são livres em todos os segmentos. Cabe a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não os reajustes ao consumidor, de acordo com suas estruturas de custo", cita um trecho da nota enviada à redação.

ENTENDA

Pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias, compram apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros.

As refinarias comercializam a gasolina A (sem etanol anidro) e o diesel A (sem biodiesel) para as distribuidoras. Nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro e 10% de biodiesel, que após a mistura tornam-se gasolina C e diesel C. No âmbito dos impostos, há ainda o impacto decorrente do preço de pauta para cobrança do ICMS.

O Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) serve de referência para que seja cobrada a alíquota de ICMS pelo estado, que pode ou não ser alterada a cada 15 dias, acrescentando-se os impostos federais (Cide e Pis/Cofins).

Todos os itens formam a composição de preços das Companhias Distribuidoras que revendem e distribuem os combustíveis para todos os postos do País.

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