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RR registra 58 mortes por coronavírus entre indígenas e mais de 1,3 mil casos, informa Coiab

Organização informou que o estado roraimense tem o maior número de casos positivos da doença

Créditos: Ana Paula Lima
Povos indígenas solicitam medidas do Governo Federal para conter doença - Hukutara/Divulgação

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) registrou a morte de 58 indígenas por coronavírus em Roraima. Segundo dados dessa segunda-feira (27), em toda região amazônica, há 508 óbitos entre os povos originários.

O estado roraimense é o quarto no número de falecimentos em decorrência da doença, sendo a etnia Macuxi com 17 mortes, seguida pela Wapichana e Yanomami, com cinco em cada, e Warao, Taurepang e Wai Wai com duas, cada. Outras 25 mortes não tiveram identificação de etnia. 

A organização apontou que o Distrito Sanitário Especial Indígena do Leste de Roraima (DSEI-Leste), com o maior número de casos confirmados entre os povos indígenas, está com 1.392 infectados. Ao todo, a Coib contabilizou 14.070 diagnósticos positivos em 116 povos indígenas.

YANOMAMI

Nesta semana, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) voltou a solicitar a retirada dos garimpeiros ilegais de dentro das comunidades indígenas. A entidade associa o aumento nos casos confirmados à entrada de não-índios na região.

De acordo com uma manifestação assinada pela associação no processo que obriga a União a remover os garimpeiros, há quase 245 indígenas infectados. O número de mortes foi informado em quatro. 

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