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Servidores da Educação de Roraima devem aderir paralisação nacional nesta terça-feira

Programação inclui ato público na praça do Centro Cívico; entre as pautas está o contingenciamento orçamentário

Créditos: Yara Walker
Programação divulgada na última semana inclui roda de conversa e panfletagem na Praça do Centro Cívico - Divulgação

Os profissionais da educação pública de Roraima e de todo o país deverão paralisar as atividades nesta terça-feira (13), durante a Greve Nacional em Defesa da Educação.

O movimento é contra as medidas políticas do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Entre as pautas estão, a reforma da Previdência, o contingenciamento orçamentário no setor educacional e os ataques à democracia.

A programação divulgada na última semana inclui roda de conversa, panfletagem na Praça do Centro Cívico, a partir das 7h30, oficinas de cartazes no Insikiran, caminhada saindo da Universidade Federal de Roraima (UFRR) para o Centro Cívico e ato público às 16h.

ENTENDA

Em Assembleia Geral, conjunta com os estudantes da UFRR, professores e alunos da UFRR decidiram pela adesão à paralisação no dia 13 de agosto, seguindo a programação construída em conjunto com a Frente Sindical, Popular e de Lutas de Roraima.

Vale lembrar que, em maio deste ano, respectivamente nos dias 15 e 30, duas grandes manifestações foram realizadas em Boa Vista contra o contingenciamento nos orçamentos da Ufes e anunciados pelo Ministério da Educação (MEC).

CONTINGENCIAMENTO

Até o momento, o ministro Abraham Weintraub, que chegou a anunciar a suspensão dos cortes, chamados por ele de "contingenciamento", informou que o Ministério sofreu cortes que ultrapassam R$ 6 bilhões, o equivalente a quase 25% do orçamento anual.

Outra pauta a ser debatida será o Future-se, um programa recém lançado pelo MEC, que propõe submeter a autonomia financeira das universidades e institutos federais via captação de recursos junto ao setor privado, por meio de fundos de investimento, parcerias público-privadas e privatização do patrimônio imobiliário das instituições federais.

A gestão passará a ser feita por organizações sociais, que são espécies de empresas privadas supostamente sem fins lucrativos.

A orientação do Sindicato Nacional dos professores universitários é que todas as universidades parem as atividades e participem da Greve Nacional da Educação.

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