Últimas Notícias

Servidores da Saúde protestam pela 4ª vez contra PCCR alterado pelo Governo de Roraima

Além disso, classe cobrou ações efetivas do Executivo para atendimento aos pacientes no Hospital Geral de Roraima (HGR)

Créditos: Yara Walker
Classe classificou como 'atrocidades' situações que ocorrem no HGR - Yara Walker/Roraima em Tempo

Profissionais de saúde voltaram a protestar nesta sexta-feira (19) contra o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) modificado pelo Governo de Roraima. Esta é a quarta reivindicação da categoria.

No dia 15 de janeiro, eles realizaram a primeira manifestação contra a proposta apresentada. Outros atos ocorreram nos dias 25 e 26 do mesmo mês, mas as demandas não foram atendidas.

Conforme os manifestantes, o Executivo manteve a redução e parcelamento dos salários dos servidores de nível médio. Além disso, a classe cobrou ações do governo quanto ao atendimento de pacientes com coronavírus no Hospital Geral de Roraima (HGR).

De acordo com o técnico de enfermagem e organizador do protesto, Rossivan Guimarães, o secretário de Saúde, Marcelo Lopes, reduziu o parcelamento dos pagamentos de três para dois anos.

"Na última reunião com os profissionais ele afirmou que encaminharia outro PCCR, mas enviou o mesmo documento com esta mínima modificação. Ele retirou nossos direitos conquistados e continuamos no prejuízo, pois não há aumento, e, sim, redução", criticou.

Guimarães denunciou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não pagou as gratificações dos trabalhadores que prestaram serviços no Natal e Ano Novo. "Não dão respostas, nem falam nada sobre o assunto. Adoecemos, morremos e o secretário não demonstra respeito por nós", completou.

NO HGR

Segundo o servidor público Rodrigo Danin, a classe também solicita reposição de medicamentos e insumos para os internados no HGR. Danin classificou as situações que ocorrem na unidade como "atrocidades".

"Faltam medicamentos. Na Unidade de Terapia Intensiva [UTI] não há sedativos, como fentanil, para pessoas que estão com Covid-19. Com a ausência do remédio, os pacientes têm dificuldade para respirar com o ventilador", explicou.

O funcionário ponderou que a categoria espera atitudes enérgicas do governo, já que os "profissionais têm sentimento de impotência diante da escassez dos recursos, pois não há planejamento do Estado e passamos dos mil mortos".

CITADA

A Secretaria de Saúde informa que todos os servidores que atuaram em regime de plantão durante o período de fim de ano tiveram suas gratificações pagas.

Sobre o PCCR a Sesau esclarece que tem mantido todas as tratativas com as classes sindicais e membros do Conselho Estadual de Saúde, o que inclui a realização de reuniões, apresentação e discussão de propostas para que seja construído um PCCR que atenda os anseios dos profissionais de saúde, porém respeitando os limites orçamentários da Administração Pública.

Reforça que o Governo de Roraima tem adotado todas as medidas para assegurar aos servidores estaduais o reconhecimento pelo trabalho executado. E por fim, reitera que continua à disposição para manter o diálogo e a negociação, até que PCCR esteja pronto atendendo ambos os lados.

Em relação aos insumos, ressalta que foi realizada a compra, por meio de registro de preços, para aquisição de todos os medicamentos, no entanto assim como em outras regiões do país, também tem enfrentado desafios para manter o abastecimento de medicamentos nas Unidades Hospitalares, que integram a rede estadual, devido às dificuldades enfrentadas por parte dos fornecedores de fazer o repasse.  No entanto a Sesau tem mantido contato direto e contínuo com os fornecedores para acompanhar os trâmites de entrega dos remédios.

Além disso, o HGR atendido regularmente pela Coordenadoria Geral de Assistência Farmacêutica, e tem recebido os medicamentos Midazolam e Remifentanil que substituem o sedativo Fentatil.