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Servidores denunciam jornadas de trabalho excessivas em maternidade de Roraima

Conforme a denúncia, comissionados fazem escala para cobrir horários de funcionários terceirizados

Créditos: Yara Walker
Há um mês, servidores em cargo de comissão realizam escalas de trabalho excessivas - Edinaldo Morais/Roraima em Tempo

Alguns servidores do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth procuraram a reportagem para denunciar que estão cumprindo jornadas de trabalho excessivas na unidade.

Conforme a denúncia, desde setembro a direção determinou que os servidores de cargos comissionados cubram o horário dos funcionários terceirizados que estavam sem receber e foram retirados da unidade.

"Foi feita uma escala de trabalho pela direção geral, para que além de cumprirem a jornada normal durante a semana, eles entrem na escala que seria dos terceirizados. Todos estão se sentindo coagidos pela direção, pois dizem que irão mandar sair quem não cumprir a medida", ressaltou a denunciante que prefere não ser identificada.

Eles contestam que estão sobrecarregados, se sentem perseguidos e que não há controle de segurança na maternidade. Os terceirizados atuavam na portaria da unidade. 

"Temos medo de perseguição e tem funcionários que já pediram para sair. Não temos culpa se a empresa não renovou o contrato com o governo e quem está fazendo a segurança são servidores que não têm nenhum tipo de treinamento para aquela função", declarou o denunciante.

Outro servidor confirmou também que a noite não há segurança na unidade. "Onde ficam os bebês da UTI [Unidade de Tratamento Intensivo], não tem nenhum controle à noite. Entra quem quer e sai quem quer", finalizou.

O QUE DIZ O GOVERNO

O Roraima em Tempo entrou em contato com o governo e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau ) informou que não procede a informação de que servidores em cargos de comissão lotados no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth estariam sendo obrigados a cumprirem os horários ocupados antes por trabalhadores terceirizados.

"A nova gestão tem ciência dos problemas existentes em ambas as unidades e tem trabalhado incansavelmente para resolvê-los", citou a nota. A ausência de segurança desarmada deve ser sanada.

A  pedido da própria Sesau, a Polícia Militar de Roraima tem disponibilizado policiais para monitorar a região onde estão situadas as unidades. Esse trabalho também tem contado com apoio dos funcionários.

"A Secretaria reforça que não repassou nenhuma medida que sobrecarregasse a rotina de trabalho de seus servidores e que já está trabalhando em um processo para contratação de uma nova empresa que ficará responsável pela segurança das unidades de saúde subordinadas ao Estado", concluiu a pasta.

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